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Aplicativos de contagem de carboidratos a favor do controle da glicemia

As pessoas estão usufruindo da tecnologia da melhor forma possível!

A tecnologia está em todos os lugares, cada vez mais presente no nosso dia-a-dia e acessível a todos. As informações podem ser transmitidas por vídeo, texto, fotografia, áudio… Todos estão 24 horas conectados uns aos outros.

No diabetes, a tecnologia está presente em ferramentas, que incluem glicosímetros e aplicativos, que auxiliam o cotidiano da pessoa com diabetes a gerenciar melhor sua glicemia e fornecer mais autonomia para que tome suas decisões a partir de segundos.

Dr. Marcio Krakauer, endocrinologista e presidente da Associação de Diabetes do ABC, comenta “aqueles que mais usam os aplicativos, mais se beneficiam. Principalmente as pessoas que visualizam mais o valor da glicemia, que recebem as notificações e relatório gerados a partir da automonitorização, o que melhora tanto a glicemia momentânea, quanto a hemoglobina glicada, como também a variabilidade glicêmica”.

Existem no mercado muitos aplicativos que ajudam a pessoa com diabetes. Mas o mais funcional no tratamento é aquele que faz contagem de carboidrato. “Os aplicativos são muito eficazes, principalmente aqueles que sugerem a quantidade de insulina para aplicação. Mas ainda virão novidades no mercado. A Roche comprou uma empresa que disponibilizará a contagem de carboidrato através da análise da fotografia. Logo, logo, após os ajustes, haverá comercialização já fora do país e quem sabe aqui no Brasil”.

Outra tecnologia muito efetiva é o Accu-Chek Connect, que é um sistema de gestão do diabetes, que consiste em uma plataforma que integra o glicosímetro com tecnologia Bluetooth Smart com o aplicativo, que tem a funcionalidade de Cálculo de Bolus. “A tecnologia permite que as glicemias sejam armazenadas na nuvem e facilita que o médico acesse os dados, principalmente quando o paciente se esquece de levar o monitor às consultas ou está impossibilitado de fazer uma consulta presencial”, explica o médico.

Dr. Marcio alerta que “nas tecnologias em que se sugere que a pessoa com diabetes possa aplicar uma quantidade de insulina, de acordo com a quantidade de carboidrato, é necessário que o médico programe isso no aplicativo, para que a pessoa não tenha o risco de injetar uma dose de insulina inadequada”.

Com este cuidado, todas as pessoas poderão usufruir da tecnologia da melhor forma possível. “Quanto mais a pessoa utilizar no seu dia a dia os aplicativos de contagem de carboidrato, mais fácil será o controle da glicemia. Mas tenho visto que a maioria dos pacientes não faz uso contínuo, o que muitas vezes prejudica o tratamento”, pontua o médico.

Quando questionado sobre que outras tecnologias serão importantes para a pessoa com diabetes, o endocrinologista cita “além dos aplicativos de contagem de carboidrato por meio da fotografia, seria interessante criar aplicativo que mede a glicemia por meio de um dedo colocado no celular ou por meio de um sensor óptico no aparelho móvel. Quanto mais simples a tecnologia, menor dificuldade para tomar a decisão e mais usual ela fica para o controle do diabetes”.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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