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Bomba de insulina traz mais liberdade para qualquer atividade

SICI e adolescentes

“Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento”, assim disse o escritor Érico Veríssimo. Tanto Isabella Tiutiunic Soares de Mello como seu irmão Guilherme não gostavam de aplicar insulina várias vezes ao dia quando descobriram o diabetes, mas há nove meses, construíram moinhos de vento, parafraseando o escritor, quando resolveram optar pela bomba de insulina, o modelo SICI Accu-Chek Combo.

Guilherme com 16 anos, 15 deles com diabetes tipo 1 e Isabella, 13 anos, 9 deles com diabetes tipo 1, tinham muitas hipoglicemias e hiperglicemias, não gostavam de injetar dois tipos de insulina, uma de ação lenta e outra de ação rápida, esta última várias vezes ao dia principalmente antes de se alimentarem.

“Eu não tinha muita liberdade para fazer muitas coisas. Sempre precisava levar as insulinas em bolsa, medir muitas vezes a glicemia, pois tinha constantemente hipoglicemias e injetava várias vezes ao dia, fato esse que me incomodava muito”, explica Guilherme.

“Hoje meus resultados estão mais de acordo com as taxas ideais solicitadas pela minha médica, posso comer o que eu quiser de forma moderada, só sabendo fazer a contagem certa de carboidrato. Hoje me sinto mais livre para viajar, ir para a praia, sair, treinar muay thai. Esta prática requer somente que eu tire a bomba antes do treino e a coloque assim que terminar a modalidade, sem incômodo,” aponta Guilherme.

Isabella tem uma opinião parecida com a de Guilherme. “Outra facilidade que a bomba me oferece é que ela já sugere a quantidade de insulina, auxiliando na contagem de carboidrato”.

Sua irmã Isabella gosta de treinar vôlei e handball. “Antes eu tinha muita hipo e precisava parar de jogar quando constatava que estava com a glicemia baixa, hoje, já não tenho esse problema, pois não tenho tido essa situação. Eu jogo vôlei pela Seleção de Sorocaba, três vezes por semana, durante 2h30. Antes de começar, eu retiro a bomba e faço a automonitorização, não jogo com a glicemia maior de 180 mg/dl e menor que 70mg/dl. Uma hora depois do início do treino, eu paro, mensuro a taxa de açúcar, se for preciso coloco a bomba para fazer o bolus necessário para uma correção, retiro o equipamento e volto a treinar”.

“Já tive episódios de hipoglicemia que cheguei a convulsionar. Com a bomba, já não tive essa situação mais, o que sinto um alívio imenso. Na escola, as pessoas deixaram de ter pena de mim, pois sempre me viam aplicar a insulina várias vezes, o que me deixa mais tranquila. Hoje me sinto mais a vontade para viver e para comer o que eu quero”, relata Isabella.

Ambos ainda precisam aprender como funciona a programação da bomba de insulina para que possam utilizar em momentos de infecção ou no caso de Isabella quando ocorre a TPM, entre outros. O importante é que os moinhos de vento estão sendo construídos para uma vida melhor!

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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