Comida Japonesa

Aprenda a fazer contagem de carboidrato ao degustar comida japonesa

SushiÉ de conhecimento público que os peixes são alimentos altamente nutritivos, que apresentam um misto de minerais e vitaminas essenciais para uma alimentação saudável. O ômega 3 é um dos componentes que recebe mais destaque por aumentar o colesterol bom, o HDL, e diminuir a pressão sanguínea, além de favorecer o surgimento de neurônios e proteção dos já existentes, entre outros benefícios.

Inclusive essa carne branca está presente principalmente na culinária japonesa. Quando as pessoas vão a um restaurante típico japonês, na maioria das vezes opta por comer à vontade, no sistema de rodízio, e nesses casos, não é difícil encontrar pessoas com diabetes que têm dificuldades de fazer a contagem de carboidrato, devido a inúmeras variedades de pratos.

Segundo a nutricionista Nicole Trevisan, “os peixes são saudáveis, porém o consumo de qualquer alimento deve ser moderado. Em geral, os rodízios são fartos demais e dificilmente a pessoa não se alimenta em excesso. A comida japonesa é saudável para todas as pessoas. Porém é necessário tomar cuidado, pois os peixes em geral são crus, por isso, precisa confiar bastante na higiene do local”.

Para realização da contagem de carboidrato, Nicole sugere algumas dicas, “os sushis em média tem 5g de carboidrato, o que equivale a uma colher de arroz; uma espumadeira do yakissoba tem 15g de CHO; já o temaki equivale a 4 ou 5 sushis, dependendo do tamanho, e o hot roll é frito o que pode gerar alteração da glicemia mais de duas horas depois. O uramaki corresponde a 1,5 sushis, o nigiri já contabiliza o equivalente a 2 sushis, o futomaki também corresponde a um sushi. Sashimis são precisam entrar no cálculo”.

“O shoyo não tem carboidrato, mas há uma quantidade imensa de sódio, o que pode ser prejudicial à pessoa com diabetes, pois pode elevar a pressão e comprometer a função renal. Para realizar a contagem de carboidrato correta, é necessário programar e comer a quantidade planejada, da mesma maneira que em outros tipos de rodízio e tente reduzir a quantidade de frituras e sódio para que a alimentação não perca sua característica saudável”, alerta Nicole.

A pessoa com diabetes precisa balancear a alimentação, que deve ser composta pelos principais nutrientes da natureza, como carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, sais minerais e fibras. “Uma alimentação adequada é feita de equilíbrio e principalmente de variedades. Nunca deposite toda a expectativa em um só tipo de culinária”, recomenda Nicole.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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