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Como administrar o controle da glicemia na balada?

Pequenos cuidados fazem uma diferença para a segurança de uma noite de alegria

O comportamento de tentar derrubar barreiras, de pertecencer a um grupo e, ao mesmo tempo, de ser diferente e chamar a atenção já foi vivenciado pelos adultos e os próprios jovens sentem isso no seu dia a dia. Nos fins de semana, depois de uma semana de estudo, muitos estudantes querem ver e ser vistos e nada melhor que o ambiente de balada!

A atenção se concentra no ambiente, na música, na garotada, nos comentários, muitas vezes na bebida…e nada de comer! Para quem tem diabetes, os cuidados antes de sair são essenciais para que possa curtir a noite sem ter qualquer risco. Já para as pessoas que utilizam bomba de insulina, estas ganham mais flexibilidade!

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Segundo Dra. Lúcia Cordeiro, endocrinologista membro da equipe do Instituto de Endocrinologia do Recife (IER), “antes de sair para uma balada ou festa, é necessário medir a glicemia, verificar se a bomba de insulina está funcionando e corrigir a taxa de açúcar no sangue, se estiver alta”.

“A bomba de insulina fornece mais flexibilidade, pois a pessoa pode programar o equipamento para que libere a insulina aos poucos durante seis horas. Nós chamamos esse procedimento de bolus estendido, o que diminui o risco de ter hipoglicemia, e ao mesmo tempo, fornece o hormônio aos poucos para que possa comer e beber durante esse período”, aponta Dra. Lúcia.

“Outro diferencial importante é que a bomba fornece o dado de quanta insulina está programada para você receber durante tantas horas. Se a glicemia estiver alta, você pode reajustar a bomba para injetar mais hormônio. Assim que terminar a balada e o jovem chegar em casa, é essencial medir, verificar quanto de insulina residual tem, alimentar-se e ver se é necessário alguma correção. Assim, a pessoa pode ter a liberdade de dormir quantas horas forem necessárias”, complementa Dra. Lúcia.

Agora se há festas como churrasco ou aniversários com salgadinhos, são necessárias dicas similares. “É necessário realizar o bolus estendido também, para que o carboidrato ingerido com a carne, no caso de churrasco, ou com a gordura, principalmente nos aniversários típicos de criança, tem a absorção retardada e não tenha hiperglicemia”, adiciona Dra. Lúcia.

Outras dicas essenciais são, “ande com um documento médico que relate que você tem diabetes, para que possa entrar nos lugares sem que alguém te barre na porta, verifique sempre se a bomba está funcionando para que não tenha hiperglicemias mais severas durante muito tempo”, relata Dra. Lúcia.

A pessoa deve ter acesso a uma vida compatível com as atividades que realiza de forma segura, e que o diabetes seja mais uma pequena preocupação diante de tantas outras que nos cercam.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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