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Como diminuir as dores e o estresse no ambiente de trabalho? Confira a matéria aqui!

Ginástica Corporativa. Atividades de bem-estar promovem retenção de talentos no ambiente de trabalho

Um dos principais intelectuais alemães e um dos fundadores da sociologia, Max Weber, escreveu que “o trabalho enobrece o homem”. Em seus estudos alegava que os seres humanos precisavam se submeter a uma disciplina de horários para serem reconhecidos com uma conduta exemplar diante da sociedade.

Foi a partir do século XX que este tipo de prática começou a ser implantada. No Brasil, em 1934, a jornada de trabalho passou para 48 horas semanais e, em 1988, foi reduzida para 44 horas semanais.

Diante desse cenário, com as leis trabalhistas, muitos colaboradores das empresas começaram a se queixar com seus superiores sobre alguns problemas que sentiam diante das jornadas diárias de trabalho, tendo somente o horário do almoço para descansar.

No ambiente de trabalho, dependendo da função, os colaboradores utilizam diferentes partes do corpo para executar suas tarefas. Quem trabalha em escritórios principalmente são acometidos por problemas posturais, musculares ou visuais. Já para funcionários, por exemplo, de uma linha de montagem de uma fábrica, há utilização excessiva de grupos musculares, que podem levar a lesões de esforços repetitivos.

Estresse, cansaço, fadiga e mau humor são outros sintomas sentidos por quem está exposto a longas horas de trabalho. Para reverter este processo, foi implantado um conjunto de práticas de exercícios físicos realizados no ambiente de trabalho, chamado ginástica laboral. Geralmente são utilizadas técnicas de alongamento, espalhadas por várias partes do corpo, orientadas por um fisioterapeuta ou educador físico.

Segundo Priscilla Rosa, fisioterapeuta, coordenadora da empresa Ginástica Corporativa, “esta prática é um estímulo para despertar do corpo, respirar, mudar a rotina da empresa, modificar o foco, provocar a interação com os colegas de trabalho, melhorando o ambiente colaborativo”.

“Os profissionais orientam os participantes a procurar atividade física fora do horário de trabalho, buscar uma qualidade de vida, a um conhecimento de boa postura corporal e prevenção de doenças ocupacionais, entre eles o LER/DORT, ou seja, Lesões por Esforços Repetitivos e Distúrbios Osteo-musculares Relacionados ao Trabalho”, explica a Priscilla.

Muitos dos colaboradores relatam que há melhora da postura, aumentando o rendimento dentro do ambiente de trabalho. De acordo com a Priscilla, “além do alongamento e massagem, há dinâmicas de liderança, favorecendo a integração social, a melhora do relacionamento pessoal, proporcionando o sentido de um trabalho em grupo”.

Por favorecer a diminuição da tensão, as pessoas com diabetes tendem a diminuir a descompensação do controle glicêmico, pois respondem mais positivamente, quando submetidas à pressão.

Com a prática da ginástica laboral, muitas empresas perceberam que desenvolver programas de qualidade de vida auxiliam a reter talentos e aumentar o rendimento de suas equipe. Além disso, orientar os colaboradores para que possam “encarar” o trabalho como uma realização profissional e não uma obrigação, e ao mesmo tempo, passar o conhecimento para as empresas como podem respeitar seus funcionários e reconhecer o papel deles no ambiente corporativo são a chave de sucesso para evitar problemas de saúde, que podem custar caro tanto para as corporações devido ao número de faltas ou a afastamentos como também para o próprio colaborador.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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