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Como reverter a obesidade infantil? Confira matéria na íntegra aqui!

Obesidade Infantil

Atualmente, uma em cada três crianças no Brasil está acima do peso normal para a sua idade e altura, segundo dados do IBGE.

“A incidência de obesidade infantil na faixa etária de cinco a nove anos gira em torno de 15% e de sobrepeso em 30%. Já, na adolescência, o sobrepeso atinge 25% e a obesidade 11% dos jovens brasileiros, havendo, portanto, um crescimento de 50% nos últimos dez anos. A razão para tal fato se deve a motivos óbvios como o sedentarismo cada vez mais acentuado nas crianças, que passam horas a fio sentadas em frente ao computador, entretidas com os jogos de videogames, aliada à pouca valorização da atividade física nas escolas públicas do país e além disso, a mudança dos hábitos alimentares, onde as famílias consomem cada vez mais alimentos industrializados processados e menos in natura, ou seja, ingerem menos frutas, verduras, legumes, peixes, grãos integrais e, em  contrapartida, a ingestão de refrigerantes é abusiva”, alerta a endocrinologista Monica Gabbay. 2 email

“O excesso de peso e o acúmulo de gordura visceral estão relacionados à inflamação, ou seja, à medida que adquirimos quilos a mais, liberamos na corrente sanguínea as citocinas e produtos inflamatórios que irão causar a resistência insulínica, podendo levar ao diabetes e também favorecer o acúmulo de gordura no fígado, chamada esteatose hepática e as crianças, que vão ganhando peso, comportam-se como adultos, ficam também propensos à síndrome metabólica, ou seja, começam a apresentar alterações da glicemia de jejum, da pressão arterial e do colesterol elevado. Podem também apresentar estrias de gorduras nas carótidas e vasos sanguíneos e, por esta razão aumenta a propensão de doenças cardiovasculares”, explica Dra. Monica.

Tentar controlar o sobrepeso e a obesidade na infância adotando hábitos saudáveis como alimentação balanceada e a prática regular de esportes irá garantir saúde na fase adulta; é por isso que os pediatras aconselham os pais que sirvam de exemplo aos seus filhos, prestando atenção aos alimentos, que serão servidos à mesa; muitas famílias brasileiras oferecem refrigerantes a crianças com menos de cinco anos de vida, sem contar que o hábito de bolachas recheadas são consumidas por bebês com menos de dois anos de idade. Evite oferecer à criança alimentos gordurosos como doces e frituras e os substitua por frutas, legumes e verduras.

Pedimos aos pais que brinquem com seus filhos em parques, andando de bicicleta, jogando bola, enfim, que interajam ao ar livre combatendo o sedentarismo e limitem o uso de celulares e computadores. Trinta minutos de atividade física três vezes por semana reduzem sensivelmente o risco de obesidade infantil e na adolescência. Brincadeiras de rua, em grupos, são positivas tanto para o físico quanto para o emocional; o incentivo destas atividades possibilita uma maior socialização. Afinal, o isolamento provocado pela obesidade é natural, por se acharem diferentes do seu grupo.

A principal causa da obesidade é ambiental – alimentação inadequada e pouca atividade física. Menos de 10% dos casos se deve a doenças endocrinológicas. A hereditariedade pode ser um fator de risco, mas ela só se manifesta se o ambiente permitir, ou seja, a genética se desenvolve em um ambiente propício a ela.

Políticas públicas estão sendo realizadas no sentido de um maior controle na qualidade das merendas e dos alimentos oferecidos nas cantinas escolares, onde o teor de gordura e açúcar são bem elevados. Interessante seria a proibição da veiculação de comerciais de programas de TV infantis “recheados” de tentadores salgadinhos com gorduras trans e doces enriquecidos com xarope de milho e frutose.

Assim, ao identificar o ganho excessivo de peso nas crianças, procure orientação médica. Vale lembrar que se a causa for um distúrbio endócrino-metabólico, o diagnóstico e tratamento imediatos são ainda mais necessários.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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