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Confira a prática da corrida com Flávio Silveira!

Um Apaixonado pela Corrida

portal_DBCV_2Flávio Silveira, 36 anos, publicitário, nos contou que tem diabetes tipo 1 desde os três anos de vida e, apesar de apresentar os sintomas clássicos da doença como perda de peso, ingestão excessiva de água e urina em abundância, sua pediatra levou mais de três meses para diagnosticar o diabetes tipo 1. “Sei que na época, a informação era mais escassa, mas em minha leitura faltou experiência para olhar algo que saísse da normalidade de atendimento do qual estava acostumado, mas que era óbvio”, desabafa o publicitário.

Passados tantos anos, com tudo o que aprendeu sobre a doença, sente que passou a respeitar o funcionamento do organismo e de suas carências como por exemplo a necessidade de relaxar. “Sempre tive obsessão por controle e o diabetes acentuou essa característica. Já tem um tempo que isso tem me causado um grande e desnecessário peso psicológico, chegando a afetar minha qualidade de vida, o que não é bom para ninguém, principalmente às pessoas com doenças autoimunes”.

Há quase quatro anos, Flávio Silveira escolheu a corrida como modalidade de esporte e já guarda em seu arsenal 35 medalhas de participação. “Convivendo com o diabetes praticamente a vida toda, a necessidade de atividade física sempre esteve presente, mas nunca me interessei pela corrida como a modalidade que mais me identificasse e sim como um complemento das aulas de musculação através das esteiras. Depois de ter sofrido um acidente de motocicleta, procurei fazer coisas que nunca tinha feito e tirei a corrida de dentro da academia para realizar provas externas e, foi aí que descobri um universo gigante, complexo e muito atraente, que trouxe muitos benefícios, inclusive para o meu controle glicêmico”.

Além dos benefícios físicos nítidos, o jovem atleta confessa que a corrida proporciona momentos prazerosos de autoconhecimento e de descobertas que compartilha com outras pessoas, inclusive com a sua companheira, que também é corredora.

Normalmente treinava de três a quatro vezes na semana, porém, devido a problemas de tendinites crônicas, passou a treinar no máximo duas vezes semanais. É importante ressaltar que outros tipos de exercícios são requisitados para dar suporte e preparo às corridas como fortalecimento, alongamento, controle, mobilidade, dentre outros.

Os principais cuidados que um atleta com diabetes deve ter além do controle glicêmico e da escolha do tênis ideal para proporcionar o maior conforto possível aos pés, evitando que se machuquem, a preocupação deve também estar voltada à hidratação corpórea, tendo em vista a importância renal e a reposição eletrolítica para o adequado funcionamento muscular, avaliando dessa forma o estado físico antes, durante e pós atividade quanto ao cansaço, dores, avaliação postural para identificar sobrecargas mecânicas, dentre outras.

“Meu objetivo é ser ultramaratonista, ou seja, participar de corridas com quilometragem acima de uma maratona, mas com maior direcionamento às corridas de montanha, onde é comum correr isolado e, portanto, o contato interior é mais pleno”, declara o atleta.

Finalizando a matéria, Flávio deixa a seguinte mensagem: “Provas lindas existem em lugares que estão por aí todos os dias. Pódios podem acontecer! São incentivadores! Mas o principal não é vencer e sim beneficiar-se da superação pessoal. Saber escolher o que é melhor para si, vencendo os obstáculos e enfrentando os desafios diários, isso não tem preço”!

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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