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Confira as dicas para saber se o seu glicosímetro é confiável?

Como saber se o valor da glicemia é confiável?

A cada ano, os laboratórios farmacêuticos passam por um processo de licitação para fornecer ao governo os medicamentos e insumos para a população. Quando a pessoa tem diabetes e retira um glicosímetro de uma marca diferente dos postos de saúde, na maioria das vezes tem uma preocupação com relação à confiança dos resultados. Será que os valores são os reais? Pois se o monitor der um valor incorreto, a pessoa com diabetes injetará mais ou menos insulina do que é necessário. Assim, poderá ter uma hipoglicemia ou hiperglicemia, que podem acarretar um risco à saúde.

Então, como podemos saber se o monitor está apresentando resultados confiáveis?

Segundo Maria Julia Kenji, assessora técnica do Ambulatório de Diabetes Mellitus do Hospital Israelita Albert Einstein e assessora técnica da Roche Diagnóstica, “procure utilizar monitores de marcas tradicionais do mercado e reconhecidas por sua qualidade. Em caso de suspeita quanto ao resultado, entre em contato com o fabricante para solicitar o líquido controle (ou solução-controle) que permite verificar o funcionamento do monitor e tiras reagentes. Se o monitor apresentar resultado fora da faixa indicada pelo líquido de controle (solução-controle), entre em contato com o posto de saúde e/ou fabricante do aparelho”.

Muitas das pessoas costumam fazer testes comparativos entre os monitores para checar se os valores da glicemia são próximos. De acordo com Jean Ferreira, consultor de suporte da Roche, há diferença na leitura dos glicosímetros. “Os monitores portáteis medem a glicemia através de dois métodos diferentes. Através de uma reação química, que gera alteração de cor na tira ou através de uma reação química que gera uma corrente elétrica. São mais conhecidos respectivamente como métodos fotométricos e amperométricos. Independente da tecnologia utilizada, o resultado será preciso desde que o monitor tenha sido aprovado quanto aos requisitos de acuracidade e segurança. Não há relação de superioridade entre as tecnologias”.

Por isso, Julia destaca “Não compare os resultados. O método de referência é o laboratorial. Comparar dois monitores de glicemia (sejam eles de marcas diferentes ou não) somente acarretará mais dúvidas quanto a qual está certo e qual está errado. Por isso, esta competência é de laboratórios de análises clínicas e instituições, que possuam os equipamentos”.

Por lei, os resultados exibidos nos monitores de glicemia capilar – ou seja, dos testes de ponta de dedo – não podem variar mais do que 15% em relação aos valores de glicose plasmática. Ou seja, a diferença entre o resultado do monitor de glicemia e o exame do laboratório pode ser de 15% para mais ou para menos. Este valor inclusive é utilizado pela American Diabetes Association (ADA).

Dessa forma, quando o médico prescreve a realização de um exame de glicemia em jejum, aproveite para em seguida realizar o teste de glicemia no monitor e compare os resultados. Se o resultado no laboratório for de 100mg/dl, e o valor no monitor de glicemia estiver entre 85mg/dl e 115mg/dl, é aceitável. Caso a sua glicemia, no laboratório, tenha dado 200mg/dl, e o resultado no monitor der entre 170mg/dl e 230mg/dl… continua aceitável! Não há necessidade de preocupação. Caso a margem do resultado for maior de 15%, é importante entrar em contato com o fabricante para solicitar o líquido controle (ou solução-controle) para ter a certeza de que o monitor é confiável.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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