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Confira dicas essenciais ao cardápio de toda a família!

Educação Alimentar

Caro leitor, você já deve ter lido inúmeras vezes que o guia completo para uma saúde plena se baseia na associação de atividade física com dieta balanceada.  Por outro lado, milhares de publicações sobre regime alimentar usam o jargão “cardápio equilibrado” para se referir a hábitos saudáveis, mas na verdade, somos “bombardeados” pela publicidade de alimentos ultraprocessados, que domina e veicula informações incorretas ou incompletas sobre alimentação e atinge, sobretudo, crianças e jovens.

Esclareça a seus filhos de que a função desses anúncios é essencialmente aumentar a venda de produtos e não de informar ou menos ainda, educar as pessoas.

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Para que você possa oferecer uma alimentação de boa qualidade é preciso estabelecer regras básicas ao cardápio de toda a família, ou seja, faça dos alimentos in natura ou minimamente processados a base de sua alimentação. Incluem nesse grupo muitas variedades de grãos, tubérculos e raízes, legumes, verduras, frutas, leite, ovos, carnes (peixe, frango e bovina) e água. Lembrar que os alimentos in natura são obtidos diretamente de plantas ou de animais e não sofrem qualquer alteração após deixar a natureza; geralmente são embalados, fracionados, refrigerados ou congelados para não deteriorarem.

Entretanto, quando esses alimentos naturais são submetidos a processos de limpeza, remoção de partes não comestíveis ou indesejáveis, fracionamento, moagem, secagem, fermentação, pasteurização, refrigeração, congelamento e processos similares, que não envolvem agregação de sal, açúcar, óleos, gorduras ou outras substâncias ao alimento original, chamamos de alimentos minimamente processados. Fazem parte desse grupo: arroz branco, integral ou parbolizado, a granel ou embalado; milho em grão ou na espiga, grãos de trigo e de outros cereais; feijão de todas as cores, lentilhas, grão de bico e outras leguminosas; cogumelos frescos ou secos; frutas secas, suco de frutas pasteurizados e sem adição de açúcar ou outras substâncias; castanhas, nozes, amendoim e outras oleaginosas sem açúcar ou sal; cravo, canela, especiarias em geral e ervas frescas ou secas; farinhas de mandioca, de milho ou de trigo e massas frescas ou secas feitas com essas farinhas e água; carnes de gado, de porco e de aves e pescados frescos, resfriados ou congelados; leite pasteurizado, ultrapasteurizado (longa vida) ou em pó, iogurte (sem adição de açúcar); ovos; chá, café e água potável.

Limite o consumo de alimentos processados, pois os ingredientes e métodos usados na fabricação alteram de modo desfavorável a composição nutricional dos alimentos dos quais derivam. Em pequenas quantidades podem ser consumidos como ingredientes de preparações culinárias ou parte de refeições baseadas em alimentos in natura ou minimamente processados. Exemplos: cenoura, pepino, ervilhas, palmito, cebola, couve-flor preservados em salmoura ou em sal e vinagre; extrato ou concentrados de tomate (com sal e/ou açúcar); frutas em calda ou cristalizadas; carne seca e toucinho; sardinha e atum enlatados; queijos; pães feitos de farinha de trigo, leveduras, água e sal.

Evite o consumo de alimentos ultraprocessados, pois são nutricionalmente desbalanceados. Devido à sua formulação e apresentação, tendem a ser consumidos em excesso e a substituir alimentos in natura ou minimamente processados. Temos como exemplos os biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, refrigerantes e macarrão instantâneo; pós para refrescos, produtos congelados prontos para aquecer; produtos desidratados como mistura para bolos, sopas em pó, tempero pronto, cereais matinais, barras de cereal, bebidas energéticas. Pães e produtos panificados tornam-se alimentos ultraprocessados quando, além da farinha de trigo, leveduras, água e sal, seus ingredientes incluem substâncias como gordura vegetal hidrogenada, açúcar, amido, soro de leite, emulsificantes e outros aditivos (xarope de frutose, agentes de massa, espessantes, emulsificantes, corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e vários outros tipos de aditivos).

Em resumo, consuma os alimentos in natura e os minimamente processados em maior quantidade, os processados devem ser ingeridos com moderação e os ultraprocessados, evitados ou até mesmo abolidos. Agora, a escolha é sua!

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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