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Confira o método mais eficiente para perder a gordura abdominal

Estudo identifica melhor método para perder a gordura abdominal

Nos últimos anos, a alimentação mudou na maior parte da população mundial. Com a introdução e aumento do consumo de alimentos ultra processados e a redução da atividade física, houve grande impacto no aumento de peso das pessoas.

Embora muito tem se falado na mídia sobre hábitos saudáveis quer na alimentação balanceada associada à atividade física, como também na qualidade do sono e diminuição do estresse diário, vemos que toda essa informação gera pouco impacto na resposta da população, frente a um problema tão sério em saúde pública.

O acúmulo de gordura na região abdominal pode ocorrer de duas maneiras: de forma mais superficial, conhecida como subcutânea e a chamada visceral, que se deposita entre os órgãos, como o fígado, pâncreas e intestinos, ocasionando sérios riscos à saúde. Embora a gordura visceral seja a mais perigosa, estudos revelam que é mais fácil eliminá-la em relação à subcutânea.

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A Dra. Maria Edna de Melo, Doutora em Endocrinologia pela USP e Diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica – ABESO, esclarece a diferença alertando que “a gordura visceral é produtora de substâncias nocivas ao metabolismo, com maior facilidade de liberar ácidos graxos na circulação sanguínea, fato que explica sua íntima relação com o diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial e outras doenças. Já, a gordura subcutânea apresenta grande capacidade de armazenamento de ácidos graxos e, portanto, quem acumula esse tipo de gordura apresenta melhor perfil metabólico.

Segundo o estudo publicado pela BBC (http://www.bbc.co.uk/programmes/p0418879) e replicado no UOL: foram recrutados 35 voluntários e dois especialistas em dieta no Reino Unido. Os participantes foram divididos em quatro grupos. O primeiro recebeu conselhos para fazer mudanças simples em seu dia a dia, para torná-lo mais ativo. O segundo seguiu um treino de abdominais. O terceiro bebeu um litro de leite por dia (já que há estudos que relatam que o consumo de leite elimina gordura). Por último, os participantes não mudaram o tipo de comida consumida, mas simplesmente reduziram o tamanho das porções.

A mudança significativa foi observada no último grupo. Cada integrante perdeu em média 3,7 kg ao longo das seis semanas, suas cinturas foram reduzidas em média, 5 cm. Os exames mostraram que tiveram 5% de perda de gordura corporal e 14% de gordura visceral acumulada no abdômen. Mais detalhes do estudo estão no site http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2016/07/11/teste-da-barriga-qual-e-a-melhor-maneira-de-se-livrar-da-gordura-abdominal.htm a endocrinologista assim comenta: “Para perder qualquer gordura é preciso fazer um balanço energético negativo, ou seja, comer menos do que se gasta. A forma mais simples é reduzir a ingesta calórica, o que não necessariamente implica na quantidade de alimentos e sim na substituição dos mais calóricos por aqueles de baixas calorias que, muitas vezes pode representar aumento na quantidade de alimentos”.

Quando se perde peso, a gordura visceral é a primeira a ser eliminada pela facilidade de liberar a adiposidade acumulada no interior da célula, fato que explica a maior facilidade de o homem perder peso em relação às mulheres, pois as mesmas apresentam distribuição de gordura subcutânea na região de coxas e glúteos.

Explica a Dra. Maria Edna “Com a redução do peso, ocorre também melhora da sensibilidade à insulina, da pressão arterial, frequência cardíaca, nível de glicose sanguínea, fatores que colaboram na melhoria da qualidade de vida”.

Quanto às dietas ideais para se perder tanto gordura visceral como subcutânea, a endocrinologista aconselha reduzir o consumo de alimentos ricos em açúcar, sal, gordura e aumentar a ingestão de frutas, verduras e legumes. Pelas próprias características fisiológicas do tecido adiposo subcutâneo, em qualquer redução de peso, a perda da visceral será sempre mais rápida, não havendo dieta específica para uma ou outra.

“Para pessoas com diabetes, a alimentação deve ser composta por alimentos com baixo índice glicêmico. Arroz branco, massas não integrais e doces elevam muito a glicemia”, alerta a Dra. Maria Edna de Melo.

Encerrando a matéria, é importante lembrar que, mesmo não apresentando sobrepeso ou obesidade, a endocrinologista aconselha às pessoas, que acumulam mais gordura visceral, reduzir o peso corporal.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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