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Confira os benefícios do Zinco e faça bom uso dele! Aprenda como!

Zinco – Mineral de Ouro para o Sistema Imune

Em 1746, o alemão Andreas Sigismund Marggraf descobriu o zinco, elemento químico de símbolo Zn que, à temperatura ambiente encontra-se no estado sólido. Sua principal aplicação destaca-se na galvanização do aço ou ferro para protegê-los da corrosão e na fabricação de filtros solares, em forma de óxido, pois tem a capacidade de barrar a radiação solar.

Esse mineral é essencial para a vida, atua no metabolismo de proteínas e ácidos nucléicos, estimula a atividade de mais de 100 enzimas, colabora no bom funcionamento do sistema imunológico e na cicatrização tecidual, intervém nas percepções do sabor e olfato e na síntese do DNA. Além de todas essas funções, participa na regulação da insulina e da leptina (hormônio da saciedade); em indivíduos com níveis baixos de zinco, a concentração de leptina é reduzida e por consequência haverá aumento de resistência à insulina, levando a pessoa a sentir a necessidade em ingerir doces, massas e outros carboidratos e em pouco tempo o diabetes tipo 2 estará instalado.

“O precioso mineral é encontrado em diversos alimentos como nas ostras, nozes, castanhas, carne bovina, carne de frango, semente de abóbora, aveia, feijão, leite e pão integrais e o nível exigido de sua concentração na alimentação varia conforme o sexo e a idade; homens necessitam de 11mg/dia e mulheres precisam de apenas 8mg. Já as gestantes acima de 18 anos devem consumir 11mg/dia, segundo a nutricionista Nicole Trevisan”.

É fácil descobrir se o zinco está em falta em nosso organismo e os sintomas mais comuns são: queda de cabelo, unhas quebradiças, fadiga, atraso no desenvolvimento de crianças, diminuição da libido, fragilidade do sistema imunológico (o organismo fica exposto a doenças infecciosas), ferimentos que não cicatrizam, dificuldade em sentir o gosto salgado dos alimentos, anomalias na percepção do olfato, afecções na pele, aumento dos níveis de glicose no sangue, pele seca e amarelada, mau funcionamento do fígado, diarreias e infecções respiratórias.

Há ainda uma relação íntima entre a carência de zinco e a depressão; o poderoso mineral possui propriedades antioxidantes, e é fundamental em uma área cerebral chamada hipocampo, que regula a nossa função afetiva e cognitiva.

Algumas pessoas ingerem mais fitatos, substâncias presentes nos vegetais que inibem a absorção de zinco e este por sua vez também depende da acidez do estômago para ser absorvido, motivo pelo qual pessoas com gastrite ou doença do refluxo que tomam medicamentos para inibir a produção de ácido no estômago, também ficam vulneráveis a sua carência. O alcoolismo, o uso de diuréticos e a insuficiente quantidade alimentar também podem ser citados como causas que podem provocar a deficiência de zinco.

Em alguns casos, apenas a alimentação não consegue fornecer ao organismo a quantidade necessária de zinco. “Alimentos são sempre a melhor opção, mas com a ajuda médica e de nutricionista às vezes precisamos lançar mão dos suplementos para atingir as doses diárias desse mineral”, relata Nicole.

Além disso, outras patologias como acrodermatite enteropática (falta de absorção de zinco pelo intestino), diabetes, transtornos alimentares, doenças intestinais e renais podem necessitar de suplementos para compensar a carência desse importante elemento químico indispensável à saúde.

Porém, consumi-lo em excesso também é prejudicial. Isso acontece devido à interação do mineral com as moléculas de cobre. “Quando os níveis de zinco estão muito altos na corrente sanguínea, a quantidade de cobre diminui provocando alterações nas funções do ferro”, explica a nutricionista.

Os principais sintomas de excesso de zinco e falta de cobre são: diarreia, sonolência, letargia, enjoo, vômitos frequentes, anemia, perda de memória e de concentração.

Fique atento na sua alimentação. Procure ingerir os alimentos acima citados para enriquecer-se do mineral de ouro, garantia de uma vida mais saudável.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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