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Confira os tipos de insulina existentes para o sucesso do tratamento

Foi a partir da descoberta dos pesquisadores canadenses Frederick Banting e seu assistente Charles Best, em 1922 que começou a ser escrita uma nova história para pacientes com diabetes. Eles isolaram o hormônio do pâncreas de um cachorro e depois de alguns testes, aplicaram-no em um menino, descobrindo assim a insulina.

Essa descoberta rendeu ao médico Banting o Prêmio Nobel em 1923. Em pouco mais de nove décadas, a insulina foi aperfeiçoada, deixou de ser extraída de animais e atualmente é sintetizada em laboratórios.

A tecnologia propiciou que o hormônio fosse refinado e, assim, possibilitou uma adaptação maior das pessoas ao tratamento. Segundo Marcio Krakauer, endocrinologista, presidente da ADIABC, “as insulinas são classificadas principalmente de acordo com o tempo de ação. Temos as de ação rápida (Regular ou Simples), Ultrarrápidas (Aspart, Lispro e Glulisina) e de ação lenta (NPH, Glargina e Detemir). Cada uma tem um perfil de tempo de ação e de estabilidade que deve ser conhecida pelo paciente para um melhor resultado. O principal efeito adverso são as hipoglicemias que devem ser discutidas para prevenção”.

“Nos casos das bombas de insulina, recomendamos apenas as insulinas ultrarrápidas, pois tem um perfil de ação mais curto. O equipamento injeta uma quantidade pré-programada a cada 3 minutos, portanto uma insulina de ação prolongada não é adequada. Assim podemos gerenciar melhor os perfis de insulinoterapia basal e bolus para cada pessoa. Individualização é a palavra chave”, complementa Dr. Marcio.

“A aplicação da insulina é feita no tecido subcutâneo, em geral no abdome, região posterior dos braços, nas pernas e nas nádegas. Em geral deve ser feita perpendicular a pele 90º, com a agulha adequada, a menor possível para cada caso, e na maioria das vezes fazendo a prega, que é segurar parte da gordura em volta da aplicação. Temos agulhas hoje que variam de 4 mm a 12 mm. Estudos recentes mostram que todos temos uma distância até o subcutâneo máxima de 3,2 mm, portanto, uma agulha de 4 mm seria o suficiente para todos”, ressalta Dr. Marcio.

Além disso, hoje a terapia mais recomendada entre os médicos, principalmente para pacientes tipo 1 é a contagem de carboidratos. “É um método para estimarmos a dose de insulina de ação rápida ou ultrarrápida a ser utilizada em determinado momento. Antes de uma refeição, consultamos uma tabela que indica a quantidade de carboidrato de determinada porção de alimento. Com o total, há uma dose prescrita pelo médico ou pela equipe de saúde e faz-se uma pequena conta. Assim, por exemplo, se prescrevemos que a cada 15g de carboidrato usamos 1U de insulina, basta fazer o cálculo para aplicação”, detalha Dr. Marcio.

“O mais importante de tudo é a educação contínua que o paciente precisa ter, para sempre aprimorar e aumentar o conhecimento sobre diabetes. Só assim podemos ter um controle adequado da glicemia e prevenir as complicações crônicas do diabetes”, alerta Dr. Marcio.

Em novembro de 2012, a Sociedade Brasileira de Diabetes publicou dados atualizados sobre o início em que a insulina começa a agir no organismo, o pico (momento da ação máxima) e a duração delas. Confira:

guia_de_insulina Clique na imagem e confira uma tabela que o Portal De Bem Com a Vida preparou contendo algumas insulinas e suas características!

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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