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Confira a relação do diabetes com a artrite reumatoide!

Conheça a artrite, mais uma complicação do diabetes mal controlado e aprenda a prevení-la

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As pessoas sempre relacionam a dificuldade do controle do diabetes a complicações como retinopatia, neuropatia e nefropatia e esquecem que há mais consequências relacionadas. É necessário dar a devida atenção ao controle das taxas e ao tratamento.

Uma complicação associada à dificuldade do controle glicêmico que é pouco falada é a artrite. A pessoa com diabetes costuma ter um processo inflamatório generalizado. Segundo a Dra. Marcia Uchoa de Rezende, chefe do grupo de doenças osteometabólicas do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, “o paciente com diabetes tem o dobro de chance de desenvolver artrite reumatoide, pois a quantidade de açúcar no sangue que circula é maior e muitas vezes está associada ao acúmulo de gordura no abdomen. Esta gordura abdominal se transforma em uma ‘glândula’ produzindo adipocinas que deflagram o processo inflamatório/catabólico das cartilagens, do osso e da sinóvia, gerando a osteoartrite”.

No caso específico da artrite reumatoide, os anticorpos começam a atacar as articulações, cartilagens e até os próprios ossos. O processo é iniciado com o ataque primeiramente às membranas sinoviais, que pertencem ao tecido conjuntivo, de articulações como das mãos, pés, ombros, joelhos punhos, entre outros gerando a sinovite com dor, calor e limitação do movimento. Com o tempo, a cartilagem afina e começa a perder sua função de absorver impacto e permitir os movimentos e assim, gerando mais dor.

“Os sintomas são inflamação e rigidez nas articulações, dores e limitação dos movimentos. O diagnóstico da osteartrite é clínico ou clínico radiológico. Exames de sangue são pedidos para descartar doenças reumáticas auto-imunes como fator reumatóide para artrite reumatóide, ou doenças de depósito como o ácido úrico para gota. Exames mais específicos são solicitados pelos reumatologistas para diagnóstico e tratamento das doenças auto-imunes, aponta Dra. Márcia.

Quanto mais cedo a pessoa tiver o diagnóstico, menor sofrimento terá e mais efeito terá o tratamento, “que consiste de medicamentos biológicos imunossupressores, sessões de fisioterapia, acupuntura, alimentação balanceada, exercícios físicos de baixo impacto”, recomenda a Dra. Márcia.

“Para pacientes portadores de osteoartrite, sempre indico que façam exercícios todos os dias, como se fosse uma necessidade como comer e respirar. É a única forma de tratar do problema e é uma sugestão que também faço a todas as outras pessoas que não têm problemas nos seus ossos, cartilagens e ligamentos”, indica Dra. Marcia.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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