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Conheça a visão de um estudioso sobre trigo e tire suas conclusões!

Você sabia que duas fatias de pão integral podem elevar a taxa de glicose no sangue mais do que duas colheres de sopa de açúcar?

Essa foi a descoberta que o cardiologista norte-americano especializado em medicina preventiva William Davis após décadas de estudos clínicos concluiu.

Depois de indicar uma alimentação sem trigo para mais de dois mil pacientes em situação de risco e observar resultados extraordinários, o cardiologista chegou à conclusão de que não é a gordura nem o açúcar e nem mesmo a vida sedentária que está causando a epidemia da obesidade nas sociedades modernas – é o trigo!

Alimentos preparados parcial ou inteiramente com o cereal para o desjejum, o almoço, o jantar e o lanche tornaram-se norma.

A explicação minuciosa de todo o estudo, pode ser encontrada em sua obra Barriga de Trigo, onde o médico mostra que o cereal já não é o substancial alimento que nossos antepassados moíam para obter o pão de cada dia. Ao longo dos séculos, a evolução natural do trigo ocorreu apenas discretamente, mas, nos últimos cinquenta anos, sob a influência dos cientistas agrícolas, ele sofreu mudanças drásticas. Para tornar a planta resistente a determinadas condições ambientais como a seca ou a organismos patogênicos como os fungos, linhagens de trigo sofreram hibridização, cruzamentos e introgressão. Portanto, o cereal foi geneticamente modificado para garantir maior produtividade por área cultivada ao menor custo possível.

trigo post 9Com a urgência em acabar com a fome mundial e como a hibridização e os esforços de melhoramento genético produziam plantas que em essência continuavam a ser trigo, supôs-se simplesmente que as novas linhagens seriam perfeitamente toleradas pelo público consumidor, ou seja, esses produtos de pesquisa agronômica foram liberados para a produção de alimentos sem que fossem feitos testes de segurança em animais e humanos.

Segundo o Dr. William Davis, “não importa se consumimos um pão multigrãos orgânico, com alto teor em fibras ou um mini pão de ló recheado com creme. Ele nos ensina que devemos conhecer o conteúdo do cereal para então entender que independentemente da forma, cor, teor de fibras, de ser orgânico ou não, ele tem potencial para proporcionar malefícios à saúde. A farinha de trigo atualmente usada tem em média 70% de seu peso em carboidratos; as proteínas e as fibras indigeríveis representam cada uma, de 10 a 15% do peso total da farinha. A pequena porção restante é gordura, na maior parte fosfolipídios e ácidos graxos poli-insaturados. Os amidos do trigo são carboidratos complexos, onde 75% correspondem à amilopectina e 25% à amilose. No trato gastrointestinal humano ambos são digeridos pela enzima amilase, presente na saliva e no intestino delgado e produzida pelo pâncreas. Assim, o carboidrato complexo amilopectina A é convertido rapidamente em glicose e absorvido pela corrente sanguínea e, por ser digerido com mais eficiência, é o principal responsável por um dos efeitos do trigo, o aumento do nível de glicose no sangue.

Outros carboidratos presentes na alimentação também contêm amilopectina, como por exemplo a proveniente das leguminosas, chamada de amilopectina C, é a menos digerível e a B, encontrada em bananas e batatas. Embora mais digerível que a anterior, também resiste pouco à digestão. Isso explica o porquê para quantidades iguais de alimento, o aumento do nível de glicose no sangue provocado pelo consumo de trigo é mais acentuado do que o consumo de feijão ou de batatas fritas. Isso tem implicações importantes para o peso corporal, uma vez que a glicose inevitavelmente se faz acompanhar da insulina, o hormônio que permite a entrada de glicose nas células do corpo, convertendo-a em gordura, principalmente a abdominal e visceral profunda.

O pico de glicose e de insulina induzidos pela amilopectina A após o consumo de trigo é um fenômeno que dura 120 minutos e produz “animação”, com o pico de glicose, seguida de “depressão”, com a queda do nível do açúcar. A oscilação entre o pico e a queda gera uma montanha russa de duas horas de duração entre a saciedade e a fome, fenômeno que se repete ao longo do dia e, caso a elevação da glicemia seja provocada repetidas vezes ao longo de períodos constantes, o resultado será uma maior deposição de gordura, especialmente visíveis no abdômen, resultando segundo Davis na barriga de trigo e, quanto maior ela se tornar, propiciará ao aparecimento do diabetes. Além disso, nos homens, quanto maior a barriga de trigo, mais estrogênio é produzido pelo tecido adiposo e, maiores ficam as mamas. Quanto maior for o seu abdômen, maior será o número de respostas inflamatórias acionadas, ou seja, maior a probabilidade de desenvolver doença cardíaca e câncer.

Se o ciclo glicose-insulina-deposição de gordura estimulado pelo consumo de trigo é um fenômeno importante subjacente ao ganho de peso, a sua eliminação deveria reverter o quadro. É exatamente isso o que ocorre, afirma o cardiologista norte-americano William Davis.

 

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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