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Conheça o esporte Swordplay, praticada por Ronaldo Wieselberg!

 Pratique o Swordplay!

*Ronaldo Wieselberg

Saiba que o Swordplay é o nome dado ao esporte que simula uma batalha medieval entre combatentes equipados com réplicas de espadas ou instrumentos de combate revestidos com espuma para garantir a segurança dos participantes envolvidos que, virtualmente, pode compor qualquer número de pessoas, ou seja, um duelo pode ocorrer entre duas pessoas (combate individual), chegando até mesmo em eventos maiores, a exemplo do Encontro Paulista de Swordplay que envolveu cerca de quinhentas pessoas, as quais foram divididas em dois exércitos.

De maneira sucinta, cadaSwordplay - Ronaldo participante tem dois pontos de vida, sendo que um golpe no braço ou na perna tiram um ponto de vida e a pessoa não pode usar aquele membro atingido durante o combate; golpes no tórax ou nas costas tiram dois pontos e, portanto, colocam fim ao combate. Quando a cabeça, genitais ou mamas forem atingidas, considera-se falta e o participante responsável por tal ato é declarado derrotado.

 

Esse esporte surgiu no ano de 1977 em Washington (USA) com o grupo Dagorhir, cujo enfoque era reproduzir ao vivo, os jogos de RPG surgidos em 1974, onde os mesmos davam ênfase ao combate, deixando a interpretação dos personagens em segundo plano. Atualmente, o maior grupo do mundo é o Ducado de Bicolline, que se encontra no Canadá.

Em 1998 surgiu no Brasil, precisamente em Florianópolis, o SCAM, grupo voltado ao estudo da esgrima medieval e entre 2009 e 2012 muitos outros nasceram em todo o país, havendo predominância em São Paulo.

A prática desse esporte requer muita atividade física, pois corremos, pulamos, bloqueamos e golpeamos. Portanto, além de executarmos exercícios aeróbicos, nos utilizamos dos resistidos, quando estamos num bloqueio.

A Confederação Brasileira de Esgrima lista uma série de benefícios advindos desse esporte que, em sua maioria podem proceder também da prática do Swordplay, citando dentre eles a melhora da acuidade visual, auditiva e tátil, aumento da concentração, do equilíbrio e da força física, desenvolvimento do raciocínio e de reflexos rápidos, bem como da coordenação motora, criatividade e autoconfiança.

Fiquei incentivado à prática desse esporte, pois além de estimular o companheirismo e a honestidade – afinal, quem recebeu o golpe é que acusa ter recebido ou não e além disso, ele permite desenvolvê-lo sem nenhuma experiência anterior. Como se todos esses argumentos não bastassem, seria um desafio a mais praticar um esporte de tanto contato, provando que o diabetes não nos impede de absolutamente nada!

Inúmeros são os efeitos benéficos aos praticantes e, em especial às pessoas com diabetes, proporciona diminuição da glicemia não só durante a atividade física, mas perdura no transcorrer do dia, aumentando por consequência a sensibilidade à insulina.

Como em qualquer exercício físico, tenho de ficar atento à glicemia antes de iniciar, durante e após a prática. Meço a glicemia e se esta estiver baixa demais, como um carboidrato de ação rápida para que ela se eleve e um carboidrato complexo para mantê-la estável durante a prática. Em qualquer momento que sinta algo desconfortável durante os combates, posso parar e verificar o nível glicêmico tratando ou até mesmo prevenindo uma hipoglicemia. Após o término, sempre meço a glicemia para verificar o que ocorreu durante os treinos e, se necessário, faço a correção além de ingerir um lanche leve depois. Como uso bomba de insulina, discuti com a equipe médica sobre o uso de um basal temporário reduzido durante os momentos de combate e, logicamente, tomo cuidado quanto à bomba para que a mesma não seja o alvo de nenhum dos golpes, o que raramente ocorre, nunca proposital.

Finalizando, deixo aqui uma mensagem para todos aqueles que desejarem conhecer o esporte, tenho certeza que assim como eu irão se apaixonar e entenderão nosso lema:

Mrith vers, ekess lleisgarir! (Com o poder, para a ascensão!)

*Ronaldo Wieselberg, estudante de medicina e presidente eleito regional da América Latina do Programa Jovens Líderes da Federação Internacional de Diabetes (IDF).

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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