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Conheça o estudo mais recente que relata a relação do diabetes com a hipertensão!

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A Pressão Arterial e o Diabetes

A hipertensão é uma doença crônica, silenciosa e grave. Nove em cada dez hipertensos não têm sintoma algum. Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, atinge 30% dos brasileiros, chegando a 50% entre os mais velhos. Nem mesmo crianças e adolescentes estão a salvo – em cerca de 5%, as artérias começam cedo a sofrer alterações.

Dizemos que um indivíduo é hipertenso, quando na maior parte do tempo e por um período longo a pressão fica maior ou igual a 14 mmHg por 9 mmHg.

Quanto mais cedo os especialistas conseguirem detectar a alteração, maior a chance de evitar que a doença se instale. Muitos são os fatores que podem desencadear a hipertensão, tais como a herança genética, o aumento do peso, o estresse acentuado, irregularidades no sono, sedentarismo, o barulho das grandes metrópoles, dieta desbalanceada e hábitos nocivos como o fumo e álcool. Portanto, mudanças no estilo de vida podem prevenir a instalação da doença, como a aquisição de hábitos saudáveis – a prática regular de atividade física, além de eliminar os quilos a mais, promoverá uma série de benefícios ao corpo e a mente, pois irá liberar as endorfinas que trarão a sensação de bem-estar, promoverá a estabilização da pressão arterial, evitará eventos cardiovasculares, melhorando também a circulação sanguínea, sem contar na melhora da autoestima e na prevenção de quadros depressivos.

Ajustes no cardápio alimentar, ou seja, a reeducação alimentar bem como a adoção de dietas específicas para os hipertensos como a DASH, um plano alimentar que tem como principal objetivo prevenir a hipertensão arterial através de alimentos saudáveis e sem grandes restrições. A dieta surgiu de estudos americanos com o intuito de diminuir os níveis da pressão arterial dos hipertensos, tendo também como benefício a perda de peso, já que a proposta consiste na diminuição do consumo de sódio, gordura saturada e colesterol. Em contrapartida, deve-se aumentar o consumo de legumes, vegetais, frutas, cereais integrais, carnes magras e produtos lácteos com teor reduzido de gorduras. Nesta proposta alimentar, deve-se evitar ao máximo os produtos industrializados que contém quantidades exageradas de sal, conservantes e açúcares.

Retire da sua dieta os queijos “amarelões” e acrescente três porções de lácteos ao dia (coalhadas, queijo branco, iogurte desnatado sem açúcar e leite desnatado) e terá a cota ideal de cálcio recomendada. Esse mineral, assim como o potássio, interfere na maior eliminação de sódio pelo rim, o que facilita o controle da pressão arterial.

Mulheres na menopausa tendem a ter pressão mais elevada, pois a ausência do estrogênio é sentida diretamente pelo endotélio, a camada celular que reveste interiormente os vasos sanguíneos e linfáticos. Sem o hormônio, essa camada tende a ficar mais vulnerável a lesões e se exceder no mecanismo de contração. Além disso, na menopausa é difícil se livrar dos quilinhos a mais e o corte na cadeia hormonal predispõe à ansiedade e depressão.

O diabetes mellitus colabora para a pressão alta se instaurar. A resistência à insulina, condição típica do diabetes tipo 2, contribui para as artérias se enrijecerem, elevando a pressão arterial. Quando há excesso de glicose no sangue, o pâncreas “entende” que precisa trabalhar dobrado para reduzir a presença dessas moléculas na circulação, produzindo grande quantidade de insulina que, por sua vez desequilibra o trabalho do sistema nervoso simpático, levando a irregularidades nos batimentos cardíacos e estimulando a contração exagerada dos vasos e com isso, elevação da pressão arterial.

Baseada na preocupação do controle da pressão arterial, a American Diabetes Association (ADA) enfatiza a necessidade de medi-la em todas as consultas clínicas de rotina dos pacientes com diabetes mellitus para prevenir os eventos cardiovasculares; ela deverá estar abaixo de 140×90 mmHg na maioria dos adultos, e abaixo de 130×80 mmHg ou 120×80 mmHg naqueles que apresentarem grande risco de doença cardiovascular, desde que sem sobrecarga de tratamento indevido e suportável pelo paciente”, esclarece o endocrinologista Edson Perrotti.

Além disso, os objetivos da Pressão Arterial devem ser alcançados através do estilo de vida, pois as pessoas precisam entender a restrição do sal na alimentação e boa higiene do sono como base para diminuir a pressão. O tratamento sempre deve ser personalizado e basear-se nas comorbidades de cada paciente para evitar que ocorram a doença cardiovascular aterosclerótica, insuficiência cardíaca, doença renal diabética progressiva e eventos de retinopatia e seu risco de eventos adversos.

O bom senso e conhecimento são ferramentas importantes que devem ser utilizadas pelos profissionais de saúde. As diretrizes, posicionamentos e atualizações servem para nortear a todos, sendo periodicamente reavaliados e discutidos, tendo em vista que não existe verdade absoluta em saúde, a qual deve ser tratada como uma “ciência de verdades transitórias”. Diante da transitoriedade dessas verdades, é importante estarmos sempre buscando o conhecimento através de fontes confiáveis como a ADA”, declara Dr. Edson Perrotti.

Referência: http://care.diabetesjournals.org/content/40/9/1273

 

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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