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Conheça o estudo sobre as influência que um parceiro exerce sobre o outro no relacionamento!

Hábitos Saudáveis – Parceria Equilibrada

Já é fato conhecido que pessoas biologicamente relacionadas apresentam risco maior de desenvolver diabetes tipo 2. O Mc Gill University Health Center, no Canadá, realizou estudo pioneiro para avaliar se esse risco aumentado também poderá ocorrer em membros de família não biologicamente relacionados, como é o caso de cônjuges.

O estudo avaliou 75.498 casais e descobriu que quando um dos cônjuges tem diabetes tipo 2, o outro cônjuge apresenta um risco de 26% de também apresentar diabetes. Para explicar esse resultado, os pesquisadores citaram o conceito de “agrupamento social”, condição que defende a ideia de que pessoas, que vivem juntas no mesmo ambiente, tendem a desenvolver os mesmos hábitos alimentares e de atividade física. O endocrinologista Balduino Tschiedel, explica esse fenômeno enfatizando que “no relacionamento de cada casal, existe um indivíduo com personalidade dominante sobre o outro, influenciando-o de forma positiva quando o exemplo é benéfico e negativa quando é deletério. Isso poderá ocorrer em relação a outras condutas, como fumo, drogas, crimes, tanto em relação ao cônjuge como aos filhos”.

Ainda o Dr. Balduino relata que “embora a vida atual exija que façamos as refeições fora de casa e longe de nossos cônjuges, o jantar geralmente é feito em conjunto; o casal fará o mesmo tipo de refeição, sendo ela adequada ou não”.

“O mesmo se aplica à atividade física. Se um não encontra tempo para fazer exercícios, o outro dificilmente fará. A recíproca é verdadeira; muitas vezes encontramos casais participando juntos de aulas em academias”, adiciona o endocrinologista.

O risco para a aquisição da doença ou a progressão da mesma dificilmente será diminuído se o membro do casal com diabetes tipo 2 não se reciclar. Seria importante alertá-lo dos riscos que seu cônjuge está correndo caso não adquira hábitos mais saudáveis.

O sinal amarelo para que as pessoas tomem uma atitude e revertam a situação seria o diagnóstico de pré- diabetes em um dos membros da casa. Segundo o Dr. Balduino, “esse poderia ser o momento de ‘virar a mesa’, ou seja, mudar hábitos alimentares e vencer o sedentarismo, isso porque nesse momento ainda podemos alterar a rota metabólica, evitando a progressão para o diabetes”.

O resultado desse estudo chegou aos meios acadêmicos graças à revisão bibliográfica feita pelo Dr. Augusto Pimazoni-Netto, coordenador do Grupo de Educação e Controle do Diabetes do Hospital do Rim e Hipertensão da Universidade Federal de São Paulo- UNIFESP.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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