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Descubra o que é cetoacidose, seus sintomas e como tratar

cetoacidose

” Mãe, não estou bem!” – afirma Gabriel.
“O que você tem, menino?”- pergunta a mãe.
“Tenho sede, fome, enjoo, respiração acelerada, muita vontade de urinar…”diz Gabriel.

Esse diálogo indica que o garoto não está muito bem.  “Muitos jovens são diagnosticados com diabetes nesse caso e há outros que estão com diabetes e que estão em quadro de cetoacidose. Ceto o que?

Segundo Márcio Krakauer, endocrinologista, presidente da Associação de Diabetes do ABC, explica o que é cetoacidose, “é um quadro de descompensação de diabetes por falta da ação de insulina, que se não tratado pode levar ao coma. Na maioria dos casos, trata-se de uma pessoa com diabetes tipo 1, que não apresenta a ação de insulina no corpo”.

Geralmente esse quadro ocorre em pessoas com diabetes tipo 1 por não apresentarem qualquer reserva de insulina no seu corpo, já que a pessoa com tipo 2 quase sempre tem essa reserva.

“Uma pessoa sem a ação de insulina, depois de alguns dias, pode entrar nesse quadro, pois o açúcar não entra na célula sem a insulina e o corpo começa a queimar gordura para esse fim. Assim, o organismo forma corpos cetônicos, produtos da queima das gorduras na tentativa de fornecer glicose ao organismo. Dessa forma, o organismo, ao longo do tempo, torna-se mais ácido e se constata o diagnóstico também pelo hálito do paciente, que geralmente têm o cheiro de maçã podre (corpos cetônicos são voláteis e aparecem no hálito)”, relata Dr. Márcio.

“Existem alguns motivos para que esse quadro apareça, entre eles, algumas crianças param de injetar insulina para chamar a atenção dos pais, outras devido à cânula da bomba de insulina estar interrompida e outras por alguma infecção no organismo”, explica Dr. Márcio.
Um dos exames mais utilizados para detectar esse diagnóstico é a gasometria, realizado nos hospitais e clínicas, que consiste na verificação dos corpos cetônicos na urina.

A primeira medida é hidratar muito o paciente, se a descompensação for pequena.

De acordo com Dr. Márcio, “a primeira medida é hidratar muito o paciente, se a descompensação for pequena. No caso dele ter a descompensação há dias, é necessário ir ao hospital e ter a hidratação pela veia. Se ele estiver com a taxa de glicemia muito alta, é importante injetar insulina de forma que diminua a mesma de 50mg/dl a 100 mg/dl por hora, a fim de que não haja nenhum efeito cerebral”.

“Se o paciente tiver uma infecção, é necessário que o médico entre com alguma medicação a fim de que pare de vomitar primeiro, em seguida é recomendado entrar com soro contendo glicose e injetar insulina para que o paciente saia do quadro de cetoacidose, caso a glicemia dele esteja entre 70mg/dl e 99mg/dl”, completa Dr. Márcio.

Todos esses cuidados são necessários para que a pessoa saia desse diagnóstico de cetoacidose e possa continuar convivendo bem com o diabetes, sem gerar qualquer complicação.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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