Dieta Ravenna

Sabemos que toda dieta seguida com determinação e foco produz perda de peso. Porém, para mantê-lo requer ainda muito mais disciplina.

A dieta Ravenna, criada pelo médico e psicanalista Máximo Ravenna é baseada em três pilares essenciais – corte, medida e distância. O método conta não só com acompanhamento nutricional, como também o tratamento psicológico e um programa de atividades físicas específicas para cada indivíduo.

O primeiro pilar se refere ao corte do excesso alimentar, da compulsão e do número de refeições por dia. A medida é um conceito relacionado tanto à quantidade da porção ingerida quanto à redução de medidas corporais. Já a distância, prima por afastar a pessoa da comida enquanto uma forma de compensação, eliminando a compulsão alimentar.

Apesar deste método ser personalizado, há alguns princípios que norteiam os programas elaborados pelo médico, como por exemplo a inclusão de todos os grupos alimentares – carboidratos complexos, proteínas, gorduras, vitaminas e sais minerais, porém tem como apelo a redução radical do consumo de produtos que contenham farinha branca, doces e carboidratos simples (pães, massas, bolos), devido aos altos índices glicêmicos desses alimentos; os carboidratos simples são convertidos em energia rapidamente em nosso sangue, levando à produção exagerada de insulina, podendo nos deixar com fome mais cedo do que o normal.

Além disso, os carboidratos simples não agregam tantos nutrientes à dieta, podendo ser excluídos sem prejuízo ao organismo. Já, os carboidratos complexos, por serem ricos em fibras, melhoram a função intestinal e promovem saciedade. Damos como exemplos de carboidratos complexos: os grãos integrais, cereais, frutas e verduras.

Pessoas com diabetes, hipertensas, crianças, adolescentes, gestantes e indivíduos em manutenção de peso têm um cardápio que varia entre 800 e 1,3 mil calorias diárias. Em comum, todas as dietas são nutricionalmente completas com gorduras saudáveis, proteínas e carboidratos, como frutas e verduras.

A obesidade é uma doença neurofisiológica, com neurotransmissores e condutas químicas centradas na saciedade do apetite. O problema é que a comida industrializada está repleta de artifícios criados pela engenharia alimentar para aumentar a compulsão.

Devemos tomar cuidado de que forma comemos. Se precisamos do alimento para suprir nossas necessidades fisiológicas, estamos no caminho certo. Porém se o fazemos de forma automática como desculpa para aliviarmos o estresse diário, fique alerta, caro leitor, pois você pode estar comendo por impulso e como consequência, a um passo de desenvolver a compulsão.

Quatro refeições por dia é o ideal para quem quer perder peso: café da manhã, almoço e jantar e, no máximo, uma fruta ou um café com leite no meio do dia.

O Dr. Ravenna não prescreve medicamentos como coadjuvantes na eliminação dos quilos a mais; é sim adepto de uma reeducação alimentar acompanhada de suporte psicológico e de exercícios físicos realizados no período de uma hora diários.

Sabemos que toda dieta seguida com determinação e foco produz perda de peso. Porém, para mantê-lo requer ainda muito mais disciplina.

Muitas pessoas adeptas da dieta elogiam o método, outras o criticam, argumentando ser uma dieta hipocalórica e, portanto, perigosa ao organismo humano.

Restringir o consumo alimentar de uma pessoa a 20% do seu consumo habitual, ou 800kcal por dia é absurdo! Dizem os especialistas que restrições calóricas tão agressivas como esta obrigam o organismo a baixar seu gasto energético para as atividades cotidianas e pode deixar o metabolismo mais lento por tempo indeterminado. Portanto, os indivíduos submetidos ao método Ravenna necessitam de suplementos alimentares para “tentar” compensar a falta de vitaminas e minerais. Porém, nenhum suplemento é absorvido da mesma forma do que as vitaminas e minerais presentes em uma alimentação variada e saudável – isto se chama biodisponibilidade e é um fator importantíssimo a ser avaliado em uma prescrição dietética.

Finalizando esta matéria, é importante salientar que a verdadeira promoção de saúde ensina educação alimentar às pessoas para que saibam optar por boas escolhas nutricionais e esta deve ser feita de forma consciente, harmoniosa, saudável e com prazer. Comer é prazeroso sim! Jamais esqueçam disso.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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