Energéticos

Podemos consumir o energético sem riscos?

festaÉ muito comum encontrar pessoas na balada com uma latinha de energético na mão ou indivíduos que misturam essa bebiba com outra alcoólica. Mas quais são os efeitos no corpo dessa mistura principalmente para consumidores com diabetes?

Segundo Camila Cialdini Faria, nutricionista do Centro de Diabetes de Belo Horizonte, “o energético que costumamos ver na balada é uma bebida não alcoólica que estimula o metabolismo e tem como finalidade fornecer ao consumidor energia através da ingestão de cafeína e taurina. Todas as marcas contém gás carbônico. Seus efeitos são: euforia ou agitação, aumento da pressão arterial, palpitação cardíaca/taquicardia, irritabilidade, ansiedade, dor de cabeça, insônia e boca seca”.

As pessoas costumam comprar esse tipo de bebida para espantar o sono e a quantidade de carboidrato pode variar nas versões normal e zero. “O número de carboidrato muda muito de acordo com a marca, porém, em média, uma latinha de 250ml de energético comum possui 29g de carboidratos. Mas hoje já lançaram o sugar free (sem açúcar) que, dependendo da marca, há produtos com 0g de carboidrato, pois têm como adoçante a sucralose e o aspartame. Por isso, se a pessoa com diabetes realmente quiser consumir o energético, recomendo a versão sugar free”, alerta Camila.

De acordo com Camila, “o fato das bebidas energéticas terem grandes quantidades de açúcar, também podem ser responsáveis por outros problemas de saúde, principalmente para crianças e pessoas com diabetes. Mesmo para os indivíduos não diabéticos, a ingestão de altas doses de açúcar causa um pico de glicemia e, em seguida, traz uma exaustão ainda maior do que a sentida antes do consumo do produto. As versões sem açúcar contêm adoçantes artificiais, mas continuam a ter substâncias estimulantes e, portanto, não estão isentas de riscos”.

Para explicar melhor os riscos, o endocrinologista Felipe Henning Duarte Gaia comenta, “os energéticos em geral contêm muito açúcar e por si só já seria uma impeditivo para o diabético. Existem as versões sem açúcar, mas mesmo estas têm um conteúdo de cafeína elevado. A cafeína tem ação estimulante e em baixas doses em geral não tem problema, mas em grandes quantidades, pode desencadear picos de pressão em pacientes hipertensos; e em pacientes suscetíveis, pode desencadear arritmias. O uso indiscriminado pode causar ataques cardíacos naqueles pacientes que já tenham uma doença estabelecida das artérias do coração. A recomendação é que para o paciente diabético usar estas bebidas, deve consultar o médico sobre a sua condição de saúde e checar que quantidade pode usar”.

Quando as pessoas misturam álcool e energético, Camila adiciona, “o combinado pode gerar ainda mais efeitos colaterais. Por isso, alguns estados norte-americanos, incluindo Nova York, proibiram esse tipo de combinação, mesmo assim muitas pessoas continuam a usar os energéticos emdrinks.A junção de cafeína e álcool pode causar efeitos adversos, uma vez que a cafeína aumenta a absorção do álcool, elevando o risco de intoxicação. Ingeridas com bebidas alcoólicas, a substância pode provocar a desidratação, já que a cafeína e o álcool são substâncias diuréticas. Essa mistura também pode intensificar os efeitos do álcool, mas mascarando seu estado de embriaguez, já que a pessoa se sente bem menos sonolenta do que usualmente aconteceria. Isso permite com que a pessoa não tenha dificuldade em beber muito além da conta, criando uma maior tendência a comportamentos de risco”.

Por isso, nada melhor do que beber tendo a consciência dos riscos que pode sofrer, fazendo ou não a mistura da bebida alcoólica com energético. A escolha é só sua!

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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