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Estudo que comprova que eliminar o glúten da dieta leva ao diabetes tipo 2

Mix of different pasta and gluten word made of bread on a wooden background

 Mocinho ou Bandido?

Um estudo publicado recentemente por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, relata que eliminar o glúten da dieta está propenso ao desenvolvimento de diabetes tipo 2, devido à diminuição do consumo de fibras e substituição do glúten por alimentos mais refinados como o arroz, que não contem fibras. O estudo pode ser conferido neste link: http://www.jn.pt/mundo/interior/consumo-de-gluten-pode-estar-ligado-a-menor-risco-de-diabetes-5715405.html

Para falar sobre este tema com propriedade, entrevistamos o nutrólogo Roberto Navarro. “O glúten está presente em vários alimentos que consumimos, como o pão, macarrão, biscoito, cerveja, farina de trigo, de cevada, de centeio. Ele na verdade é uma proteína sem grandes importâncias para o organismo, mas o alimento que possui glúten, como o trigo, tem fibras, zinco, além de ser enriquecido no Brasil com ferro e ácido fólico.

Os alimentos compostos por glúten são ricos em fibras, melhoram o trânsito intestinal, ajudam a reduzir a absorção do colesterol, aumentam a sensação de saciedade, além de outras propriedades.

“As pessoas que devem deixar de consumir são aquelas que apresentam alguma intolerância ou têm alguma hipersensibilidade ao glúten. Para saber se a pessoa tem ou não esta condição, ela precisa perceber alguns sintomas, entre eles, dor abdominal, diarreia, inflamação do intestino, inchaço do abdômen, entre outros”, ressalta o médico.

No grau de intolerância total ao glúten, é o que chamamos de doença celíaca, que tem como sintomas: perda de gordura nas fezes, vômito, perda de peso, inchaço nas pernas, anemia, alterações na pele, unhas fracas, queda de pelos, mudanças no ciclo menstrual, diminuição da fertilidade e sinais de desnutrição.

Mas são poucas as pessoas que têm a doença celíaca. “Geralmente 1 a 2 % da população tem doença celíaca e 5% a 6% da população tem uma intolerância chamada de “hipersensibilidade ao glúten não celíaca” mas não chegam a desencadear a doença celíaca propriamente dita. É sabido também que outras pessoas podem ter intolerâncias a outras proteínas, como as encontradas no leite e seus derivados, no amendoim e em outros alimentos. Quem não tem alguma destas intolerâncias imunológicas a quaisquer destas proteínas, deve continuar se alimentando normalmente”, ressalta Dr. Navarro.

“A mídia deu muito destaque ao glúten, dando a entender que ele é o vilão e na verdade não podemos condená-lo de maneira generalizada, com exceção dos casos de pessoas que tenham alguma intolerância. Neste estudo em especial relatado no início deste texto, ficou comprovado de que se a pessoa retira os alimentos que contêm o glúten, ela fatalmente substituirá por outros como: arroz, tapioca, fécula de batata, farinha de arroz, que possuem mais glicose em sua composição, menos fibra, menos ferro e ácido fólico”, enumera Dr. Navarro.

“Estes alimentos têm mais glicose (carga glicêmica) em sua composição, levando à pessoa ao maior risco de ganho de peso e desencadeamento do diabetes tipo 2, além de que sem o ferro e o ácido fólico, contidos inclusive nos alimentos que contem o glúten, podem levar a médio e a longo prazo ao maior risco de anemia ferropriva e a gestante com baixo consumo de ácido fólico pode gerar um risco maior de crianças com lábio leporino (com uma divisão no lábio superior). Por isso, sempre recomendo às pessoas visitarem seus médicos e nutricionistas para que saibam fazer as melhores escolhas para uma vida saudável”, finaliza o médico.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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