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Estudos do Congresso da American Diabetes Association mostram novas metas de hemoglobina glicada e os resultados quando há mudança do estilo de vida

3Ocorreu no mês de junho, em São Francisco, nos Estados Unidos, o Congresso da American Diabetes Association,  evento mais importante em diabetes do mundo. Foram feitas várias palestras com especialistas de muitos países, que mostraram os tratamentos e  atualizações de algumas recomendações.

A American Diabetes Association  emitiu uma nova declaração que forneceu orientações para a gestão do controle da glicemia em pacientes com diabetes tipo 1. Para muitos pacientes, o nível de hemoglobina glicada A1c deve ser inferior a 7% para reduzir complicações microvasculares do diabetes. No entanto, foi observado que as taxas de glicemia devem ser individualizadas para cada paciente, com o objetivo de alcançar o melhor controle possível, minimizando o risco de hiperglicemia e hipoglicemia grave.

Houve uma mudança significativa em jovens com menos de 19 anos de idade. Em diretrizes anteriores, principalmente, devido a preocupações sobre os riscos de hipoglicemia, havia se estabelecido níveis de hemoglobina glicada menores de 7,5% para adolescentes, menores de 8,0% para crianças de 6 a 12 anos, e menor de 8,5% para crianças abaixo de 6 anos.

Em seu novo documento, aAmerican Diabetes Associationpediu que a hemoglobina a ser recomendada seja menor de 7,5% para todos os jovens menores de 18 anos. Para pessoas com mais idade, as metas do tratamento devem ser semelhantes aos de adultos de meia-idade ou mais jovens, ou seja, a meta de hemoglobina glicada deve ser menor que 7,5%.

Outro estudo comentado foi oDiabetes Prevention Program Outcomes Study, ou seja, Programa de Prevenção de Diabetes, feito durante 15 anos. Os resultados mostraram que alterações no estilo de vida promoveram uma redução de 27% no risco de desenvolvimento do diabetes, enquanto que essa redução foi de 17% nos pacientes tratados com metformina. Além disso, o tratamento, através das alterações do estilo de vida, reduziu o risco de diabetes em 58%, em comparação com a redução de 31%, proporcionado pela metformina.

No entanto, aqueles, que participaram da pesquisa e não desenvolveram diabetes, tiveram um risco 28% menor de complicações microvasculares do que aqueles que desenvolveram o diabetes, o que implica que para intervir na fase de pré-diabetes é importante a redução de complicações da fase inicial.

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