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Fique atento à quantidade de carboidrato típica dos alimentos das festas juninas!

Não há restrição na Festa Junina, mas moderação é o segredo

Trazida para o Brasil, pelos portugueses, no período colonial, a Festa Junina era chamada de Joanina, justamente por ser comemorada no mês de junho. Com o tempo foi adquirindo conotações religiosas, e em países católicos da Europa, a Festa Junina é um homenagem ao dia de São João, que é celebrado em 29 de junho.

As quermesses são tradicionais. Não podem faltar, nesta festa popular, as barraquinhas com comidas típicas, jogos e o casamento caipira, com direito aos vestidos de estampa xadrez e chapéus de palha, uma adaptação das roupas, que eram usadas nos palácios europeus.

Falando em comidas típicas, Tarcila Beatriz Ferraz de Campos, nutricionista do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e mestre em ciências com ênfase em fisiologia endócrina pela Universidade de São Paulo, dá algumas dicas sobre esse período.

“As festas juninas trazem em seu cardápio preparações ricas em carboidrato, o que reforça a atenção para substituição dos alimentos que compõem o plano alimentar diário da pessoa com diabetes, quando se pensa em manter o bom controle glicêmico. Os pratos típicos da Festa Junina são preparações a base de: milho, amendoim, batata-doce e mandioca. Nessa época, todos precisam ficar atentos para não passar do ponto. Mas é possível desfrutar de delícias, como o pé-de-moleque, a batata doce, a canjica e a cocada, entre outras tentações e, mesmo assim, manter a linha e a glicemia em ordem”.

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Para as pessoas que realizam a contagem de carboidrato, Tarcila explica que “as pessoas com diabetes podem também fazer adequações na dosagem da insulina. Porém, vale lembrar que todos os alimentos típicos das festas juninas são bastante calóricos e contém muito carboidrato, isso vale tanto para os doces com açúcar como para os dietéticos. Já para os pacientes com dose fixa de carboidratos por refeição, o ideal é trabalhar com substituições e não fugir da quantidade de carboidratos prescrita pelo nutricionista”.

 

Por isso, Tarcila ressalta uma mensagem, “não há restrição, mas moderação é o segredo. Comer moderadamente é sempre a melhor saída. Seja qual for o prato típico escolhido (batata doce, pinhão, pipoca e outros), deve-se lembrar de que não é recomendado abusar”.

Para exemplificar, Tarcila nos forneceu uma tabela:

 

Alimento Porção Calorias Carboidrato (g)
Amendoim

1 Colher de sopa

97 1
Arroz doce 1 Colher de sopa 65 13
Bolo de fubá Fatia de 50g 144 23
Caldo verde 1 porção 97 16
Canjica 1 Copo duplo 271 47
Cuscuz Porção média 248 54
Doce de abóbora 1 Colher de sopa 40 1
Milho verde cozido 1 Colher de sopa 30 6
Paçoca Unidade de 30g 115 20
Pamonha ( doce) Unidade pequena 335 47
Pé-de-moleque Unidade média 88 14
Pinhão cozido 1 concha 185 42
Pipoca salgada Saco médio 94

12

 

 

 

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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