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A história do jovem médico paraguaio Victor Smith e a sua atuação para beneficiar toda a população com diabetes em seu país!

Personalidades Humanitárias – Victor Federico Arias Smith

Caro leitor, a história que vou contar nessa matéria trata da trajetória de vida do paraguaio Victor Federico Arias Smith, um jovem médico de 35 anos que, em 2005, quando estava cursando o terceiro ano de Medicina, descobriu ter diabetes.

Segundo ele, “após o diagnóstico, recebi intenso apoio de médicos, da família, da noiva e de jovens estudantes que tudo fizeram para informar sobre a doença, para que me adaptasse à nova realidade, sem traumas. Mas, senti a necessidade de conversar com pessoas que vivenciaram a mesma condição; queria ouvir experiências do uso da insulina e que a mesma permitiu seguir em frente sem problemas, pois na época a ideia que tinha é que o tal hormônio me manteria vivo, mas com saúde? Tantas eram as minhas perguntas, que me motivaram a procurar ajuda na Fundação Paraguaia de Diabetes (FUPADI). Tamanhos foram os esclarecimentos prestados pela Instituição que decidi ficar para ajudar as pessoas, talvez poderia impedir que enfrentassem os mesmos problemas que tive e, assim, sigo doze anos auxiliando…”8. victor

Conheci o Victor há dez anos em Washington, quando fomos eleitos a fazer parte dos grupos de 25 Jovens Embaixadores do Programa Youth Panel da Novo Nordisk e da Federação Internacional de Diabetes pela campanha Unidos pelo Diabetes, cuja finalidade era buscar o reconhecimento da problemática da doença e instituir o Dia Mundial do Diabetes pelas Nações Unidas.

Sem dúvida, o encontro com jovens de todas as partes do mundo foi esplêndido! Permitiu a troca de experiências de vida e o aprendizado no trabalho das associações, que pudemos utilizar como ricas ferramentas em futuros projetos.

A minha identificação com o Victor foi imediata, éramos os únicos latinos do grupo – eu falava em português e ele, respondia em espanhol. Voltamos a nos encontrar num evento em Nova York para celebrar pela primeira vez o Dia Mundial do Diabetes da ONU, outro em Foz de Iguaçu há três anos, e o último no Congresso do IDF na República Dominicana. Nossos caminhos se distanciaram, mas o trabalho junto às associações – eu na ADJ e ele na FUPADI e o amor pela causa continuaram em nossa essência – Lutar por pessoas com diabetes!

O jovem médico não perdeu tempo na ação solidária – cinco dias após a sua formatura já estava prestando serviços à FUPADI; atualmente coordena o acampamento, participa de diversas atividades para arrecadar fundos, atuando em programas de TV e rádio, coordena encontros de crianças e jovens com diabetes e seus familiares geralmente com diagnóstico recente, dando palestras e treinamentos a quem necessitar. Além disso, representa a Fundação na Comissão Assessora do Programa Nacional de Diabetes.

“Em dezembro de 2014 foi aprovada a nova lei 5372/14 de Prevenção e Atenção Integral ao Diabetes e desde então temos trabalhado com as autoridades sanitárias relacionadas à doença, graças à formação da Comissão Técnica Assessora Multisetorial do Programa Nacional de Diabetes, na qual a FUPADI conta com dois representantes, sendo honrosamente eu, um deles. Nosso trabalho está focado em novas tecnologias ao sistema de saúde pública e na regulamentação de artigos prioritários”. Esse ano representou um marco na história do diabetes no Paraguai”, declara Victor.

Ainda segundo ele “Espero que os resultados desde a elaboração da lei, sua aprovação pelo congresso e presidente, assim como o seu cumprimento, tenham um impacto positivo às pessoas que têm a doença e nossa experiência seja útil a outros países com circunstâncias adversas”.

Quanto aos projetos futuros, o médico e ativista nos informou que em seu país está havendo a necessidade de gerar uma base de dados das pessoas com diabetes mellitus e para isso é preciso criar uma plataforma que permita contatar e armazenar as informações de tais indivíduos. “Dessa forma, no futuro, poderemos trabalhar com números reais e de forma precisa, contando ainda com a colaboração dos jovens para realizar tal empreitada”, afirma Victor.

Encerrando a matéria, o médico de pouca idade, mas com grande experiência, de personalidade marcadamente humanitária, fez questão de deixar uma mensagem a todas as pessoas com diabetes mellitus “Essa doença nos coloca numa circunstância diferente, onde nossa experiência pode ser útil a quem vive nessa mesma condição, independente da nacionalidade, profissão, religião, sexo, condição econômica. Não existem possibilidades para que sejamos egoístas; devemos sim compartilhar e entender que, por essas razões, o diabetes nos une”.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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