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Novo posicionamento sobre atividades físicas da Associação Americana de Diabetes!

Declaração de Posicionamento da Associação Americana de Diabetes sobre Atividade Física e Exercícios

A adoção e a manutenção da atividade física são focos críticos para o controle da glicemia e para a saúde em geral em indivíduos com diabetes e pré-diabetes.

“As recomendações e precauções variam e irão depender das características individuais de cada um e do estado de saúde”. Nesta declaração, a Associação Americana de Diabetes(ADA) fornece uma orientação clínica e uma revisão orientada a respeito de atividade física e exercícios apropriados às pessoas com diabetes tipo 1, tipo 2, gestacional e pré-diabetes. Veja na íntegra neste link: http://care.diabetesjournals.org/content/39/11/2065

“Exercícios melhoram o nível glicêmico em indivíduos com diabetes tipo 2, reduzem risco cardiovascular, contribuem na perda de peso, proporcionam bem-estar, podem prevenir ou retardar o desenvolvimento da doença. O hábito de exercícios regulares também promove ações benéficas às pessoas com diabetes tipo 1, ou seja, melhorias da aptidão cardiovascular, da força muscular e da sensibilidade à insulina”, segundo dados da Associação Americana de Diabetes.

Neste importante trabalho, a ADA discorre sobre vários assuntos, abordando definições e estabelecendo diferenças entre os tipos de diabetes, o efeito benéfico dos exercícios apropriados a cada um deles (aeróbios, os de fortalecimento e outros tipos de atividade física); relata os benefícios e as recomendações para reduzir o sedentarismo.

Além do relato do impacto dos exercícios regulares aplicados aos adultos tipo 2 com mudança no estilo de vida, também se refere aos benefícios dos mesmos aos jovens tipo 2. Similar trabalho também foi feito com jovens e adultos tipo 1.

“A cada ano estão complementando as recomendações que até pouco tempo eram muito limitadas, no que diz respeito ao tipo de exercício, duração e intensidade dos mesmos. Para aqueles que estão iniciando uma atividade, podemos oferecer uma proposta da mesma forma descrita no estudo. Porém, para as pessoas que já se encontram mais condicionadas, podemos e devemos intensificar os exercícios, caso contrário poderá ocorrer a “inércia” do tratamento e desmotivação”, alerta o educador físico William Komatsu.

Ainda segundo ele, “o estudo foi bem escrito baseado em evidências científicas, dividido em temas ligados aos exercícios físicos e diabetes. Porém não posso classificá-lo como um guia prático para pessoas leigas, tendo em vista que apresentariam dificuldade na sua interpretação, devido à linguagem específica voltada aos profissionais de saúde. Importante ressaltar a importância de sua tradução, uma vez que atingiria um maior número de leitores”.

William Komatsu acredita que seja válido aos educadores físicos consultarem esse trabalho como uma das fontes de informações auxiliares no tratamento do diabetes. A leitura deve ser complementada com outros artigos, cuja finalidade visa experenciar a prática principalmente voltada à basal e bolus de insulina pré e pós exercícios para evitar hiper e hipoglicemias, dados que faltaram nesse estudo.

Perguntei ao educador físico como as pessoas podem ser motivadas a dar continuidade à atividade física depois de uma rotina estabelecida e ele simplesmente assim respondeu: “O ideal é sempre colocar metas curtas que possam ser atingidas com facilidade e, com isso, a motivação aumenta. Além disso, deve-se variar bastante os exercícios durante o mês, ficar fazendo sempre os mesmos por tempo prolongado acaba desestimulando a continuidade”.

Quanto aos benefícios a curto, médio e longo prazos proporcionados pelas atividades físicas recomendadas, William assim elenca “melhora da hemoglobina glicada (HbA1c), da função cardiorrespiratória, diminuição da resistência insulínica, dos triglicérides e colesterol, mas devemos lembrar que tudo depende da frequência com que são realizados os exercícios; apenas duas ou três vezes por semana, os resultados virão a longo prazo. O ideal para se obter benefícios a curto e prolongar essas conquistas, deve-se treinar no mínimo quatro vezes por semana”.

Caro leitor, se você pretende iniciar uma atividade fíatividade físicasica diária é bom não esquecer das “dicas” deixadas pelo treinador físico William Komatsu no final de nossa matéria.

  • Só inicie os exercícios após a liberação do médico.
  • Procure um profissional de Educação Física capacitado para orientá-lo.
  • Faça glicemias capilares no início, durante e após os exercícios para evitar hipoglicemias.
  • O exercício se comporta como um medicamento; ele também tem uma dosagem apropriada, indicações, contraindicações e efeitos adversos associados com a sua utilização.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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