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O que o filme “A Cabana” tem a ver com diabetes?

 

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Confira a relação do filme A Cabana com Diabetes

Um filme que está sendo bem comentado e tive a curiosidade de assistir é A Cabana. Como eu já havia lido a obra seis meses antes, achei que poderia me surpreender com a narrativa, mesmo já sabendo do final da história.

De uma forma bem simplista, o resumo do livro consiste em primeiramente mostrar uma família linda, morando em uma casa bonita, cujo pai decide levar uma criança e dois adolescentes em um acampamento típico americano, onde muitas famílias se reúnem para acender uma fogueira, fazer um típico churrasco e aproveitar a infraestrutura para ter um lazer com a família.

No segundo dia do acampamento, após o pai salvar seus dois filhos mais velhos de um afogamento, ao voltar, percebe que sua filha mais nova não se encontra no local. Em desespero, pede ajuda para todos e descobre que ela teria sido violentada e assassinada por um psicopata em uma cabana em uma montanha.

O tempo passa e ainda atormentado, decide voltar à cabana, onde recebe uma lição de vida quando entra em contato com Deus, Jesus Cristo e o Espírito Santo. Mas o que tudo isso tem a ver com diabetes?

No filme, ele relata alguns temas importantes que fazem paralelo com o diabetes: culpa, perdão, paz, como lidar com os sofrimentos e julgamentos.

Quando uma pessoa descobre o diabetes, ela tende a passar por alguns sentimentos como raiva, ódio, angústia, depressão, pena, culpa, entre outros. Muitos pais de crianças com diabetes acham que de alguma forma contribuíram para que a criança tivesse a condição. A culpa também permeia as pessoas que têm prazer em comer e se sentem culpadas em fazê-lo ao ingerirem alimentos, que contenham açúcar.

Todos sabem que comer deve ser prazeroso. Não devemos ter culpa por comer doces ou alimentos com açúcar, mas ao fazê-lo, precisamos ter a responsabilidade de medir e tomar as decisões corretas antes e depois da alimentação. Além disso, está comprovado que consumir qualquer alimento moderadamente, é saudável. Por isso, nada melhor do que conversar com o médico para que tome as decisões com segurança de que pode fazê-lo sem culpa e sem sofrimento.

Outra coisa muito importante é que na mesa, quando a família se reúne, sempre existe um membro que comenta que não pode consumir determinado alimento, fazendo o julgamento de que a pessoa com diabetes não se cuida e por isso mesmo está fadada a ter complicações. Esta postura só complica mais a relação da pessoa com diabetes e não contribui para seu tratamento.

Por isso, nada melhor do que a paz. Um estudo realizado pela Universidade de Berkley da Califórnia, publicado no periódico Emotion (http://psycnet.apa.org/?&fa=main.doiLanding&doi=10.1037/emo0000033), demonstrou que pessoas que sentem emoções positivas com mais frequência apresentam menores níveis de citocinas pró-inflamatórias circulando pelo corpo. Estas são proteínas, que modulam a função da própria célula, que as geraram ou de outras células, importantes para o controle de diversas ações no organismo, dentre elas os processos imune e inflamatório.

De acordo com o endocrinologista Edson Perrotti, “O estudo evidenciou que o estresse, as infecções e sensações desagradáveis aumentam a quantidade de citocinas, no caso a estudada foi a IL-6. Ou seja, quando a pessoa está triste, deprimida ou estressada, ela tem mais níveis de citocinas e também adrenalina e cortisol”.

A pesquisa mostrou que a admiração, a surpresa e a beleza estão presentes junto a níveis saudáveis de citocinas. “Quando uma pessoa está feliz, essas substâncias se encontram com valores reduzidos no organismo, causando menos inflamação e menor ação do sistema imunológico, deixando o indivíduo mais disposto e ativo”, destaca Dr. Edson.

No caso de pessoas com diabetes, é importante relatar que “as citocinas, bem como todo o processo estressante tendem a aumentar a glicemia, consequentemente necessitando-se de ajustes nas medicações, dietas e atividades físicas. Já a redução das citocinas, cortisol e adrenalina facilitam a redução dos valores de glicemia”, ressalta o médico.

Dessa forma, o filme A Cabana pode trazer aprendizado a todas as pessoas com diabetes, cuidadores, amigos e familiares. Podemos inferir que a busca por um comportamento de sensações mais leves e agradáveis podem associar-se com menores níveis de citocinas e consequentemente melhor qualidade de vida. Então, se podemos atuar em algum campo, é no comportamento e sentimentos, na forma de encarar a vida e seus desafios. Fecho com a máxima: “Mens Sana in Corpore Sana”, ou seja, “Mente Sadia em Corpo Sadio”.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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