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Quais são os prós e contras das superfícies de corrida! Confira os detalhes aqui!

Pisos e Superfícies para Corrida

Emerson Bisan*

Caros leitores, nessa matéria daremos “dicas” importantes sobre os pisos e superfícies mais usuais nas pistas de corrida. Sabemos que nosso organismo reage de forma diferente a cada um deles e, portanto, é importante conhecer as suas características.

Quando se pensa numa escala de dureza para pisos de corrida, digamos que partindo de um piso mais rígido e duro para um mole e flexível (maleável), temos a seguinte divisão: mármore, cimento, asfalto, pista emborrachada, saibro, terra batida ou pedrisco, esteira, areia, grama, dentre outros que dificilmente aparecem nos ambientes onde se pratica a modalidade.

Vejamos a diferença entre os pisos mais duros e os mais flexíveis:

  • Se por um lado a absorção do impacto pelos mais flexíveis protege as articulações, coluna e solado dos pés contra a força que o peso do corpo é descarregada nesses componentes, em contrapartida, eles não oferecem uma resposta na hora dos pés saírem do chão para executarem a passada, exigindo dessa forma um pouco mais do desempenho da musculatura da perna e do quadril para a execução da fase de decolagem dos pés no momento da corrida.
  • A grama é a que gera menor impacto nas articulações e coluna. Uma segunda opção seria a areia, que recebe com carinho o peso corpóreo articular até a sola do pé, vencendo de longe o asfalto, o que causa maior impacto.
  • Quanto ao gasto calórico, devido à maior flexibilidade e menor dureza, a grama é aquela que mais exige desempenho muscular e, portanto, maior gasto calórico. O que não significa eficiência da corrida em velocidade.
  • Sobre os benefícios corporais obtidos na corrida em areia, podemos salientar que se a mesma for realizada em areia fofa, esta faz com que haja uma ativação muscular muito grande, fortalecendo além dos músculos principais responsáveis pela corrida, outros grupos como glúteos, adutor e isqueotibiais, atuando tanto na parte funcional desenvolvendo força, como na parte estética através de um tônus muscular completo.
  • Devido ao fato da grama ser macia e geralmente estável, é muito utilizada para corridas leves e de caráter regenerativo (pós-treino de grande esforço).
  • No asfalto, prezamos por eficiência pela sua resposta rápida ao impacto e impulsionamento dos pés, pernas e componentes elásticos usados no movimento da corrida. Portanto, o impacto é maior, mas com certeza a velocidade é muito superior.

Aos leitores que têm diabetes, faço uma recomendação especial no cuidado dos pés, para que os mesmos não apresentem lesões ou machucaduras durante e pós-treino. Para isso, é necessário a escolha de um tênis adequado, com boa proteção, ventilação, amortecimento e tamanho correto.

Young couple running

*Emerson Bisan é educador físico com Especialização em Treinamento Desportivo de Alto Nível na Academia Estatal de Cultura Física de Moscou, Rússia.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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