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Sedentarismo até em indivíduos magros pode aumentar o risco do pré-diabetes

Pessoas magras sedentárias estão também expostas a problemas de saúde! Confira a matéria aqui!

33 bbEstudo publicado no American Journal of Preventive Medicine pelo pesquisador Arch Mainous III da Universidade da Flórida pode explicar a razão da porcentagem de até um terço dos adultos americanos ter pré-diabetes.

Na Inglaterra, Mainous e colaboradores examinaram dados de mais de 1000 pessoas com 20 anos ou mais. Todos tinham peso saudável e nenhum diagnóstico de diabetes. Os indivíduos com estilo de vida inativo tiveram maior probabilidade de ter uma glicemia de 100mg/dl ou acima desse valor que, segundo a Associação Americana de Diabetes deve ser considerado um estado de pré-diabetes, quando comparados às pessoas ativas, ou seja, às que praticavam atividade física. Ainda segundo o estudo, 40% dos indivíduos inativos com 45 anos ou mais preencheram os critérios para pré-diabetes e diabetes mellitus. Veja mais detalhes aqui: http://www.newswest9.com/story/34362686/slim-but-sedentary-risk-of-prediabetes-may-rise

Para entender melhor o estudo em questão, consultamos o educador físico Winston Boff que assim nos esclareceu que “o pré-diabetes é a condição clínica que precede o diagnóstico do diabetes mellitus tipo 2. Neste momento, o organismo começa a dar sinais notadamente nos exames de sangue, onde a glicemia começa a se elevar e os níveis de insulina também. Os indivíduos com maior risco de desenvolvimento da doença incluem aqueles com glicemia de jejum alterada (GJA), cujos valores variam de 100mg/dl a 125mg/dl e tolerância diminuída à glicose (TDG) < 100mg/dl e especialmente aqueles com as duas condições combinadas que estejam com valores da hemoglobina glicada entre 5,7% a 6,4% (o padrão de normalidade é < 5,7). Essas pessoas fazem parte de um grupo conhecido atualmente como pré-diabetes, os quais apresentam resistência à insulina, quadro que pode ser explicado quando o pâncreas passa a produzir insulina em excesso na tentativa de controlar o nível de açúcar no sangue. Se esse desequilíbrio não for precocemente diagnosticado, 25% desses indivíduos desenvolverão diabetes mellitus tipo 2 num pequeno espaço de tempo, geralmente entre três a cinco anos”.

Ainda segundo Winston “Assim como uma pessoa com peso corporal dentro da normalidade não é sinônimo de saúde, estar acima do peso também não a expõe automaticamente a doenças, ou seja, se o IMC se encontra dentro dos parâmetros normais, mas a pessoa não se alimenta corretamente, não pratica exercícios físicos e mantem hábitos não saudáveis como fumar e ingerir bebidas alcoólicas, estará mais exposta a problemas de saúde do que aquela com sobrepeso, que pratica esportes e cultua hábitos saudáveis quer na alimentação e não consome álcool e tabaco”.

Para pessoas magras e para aquelas que se encontram acima do peso, a prática regular de atividade física e alimentação balanceada composta por grãos integrais, verduras, legumes, frutas e carnes magras ricas em ômega 3 representam uma grande probabilidade para se atingir a longevidade.

“Frequentemente encontramos indivíduos acima do peso porque são atletas e, portanto, possuem a musculatura mais desenvolvida. É por essa razão que devemos avaliar o quanto de peso muscular e ósseo possui cada pessoa e o índice de massa corporal (IMC) não deve ser considerado isoladamente. Devemos avaliar o tipo de gordura existente e onde se localiza. Se o seu IMC se encontrar na faixa de normalidade e a mesma tem gordura localizada no abdômen, terá maior suscetibilidade à síndrome metabólica”, explica o educador físico.

“Para reverter esse quadro, devemos realizar a princípio 150 minutos semanais de exercício moderado, ou seja, 50 minutos três vezes por semana para que no período de três a seis meses ocorram mudanças metabólicas em consequência de alterações morfológicas, fisiológicas e bioquímicas decorrentes da atividade motora ao longo do tempo. A utilização adequada do sistema mais volumoso do organismo, o sistema muscular esquelético, provoca de forma complexa uma adaptação de todos os sistemas funcionais. Em contrapartida, o sedentarismo, que sabidamente contribui para uma grande parcela da morbidade da população tem de ser ostensivamente combatido pelos profissionais da saúde, tendo em vista que a epidemiologia analítica e descritiva bem como estudos experimentais comprovam que indivíduos que preferem um estilo de vida sedentário estão mais predispostos a determinadas doenças do que os fisicamente ativos”, alerta Winston.

Finalizando essa matéria, o educador físico Winston Boff nos deixa uma importante mensagem “O ato de se exercitar precisa estar incorporado não somente ao cotidiano das pessoas, mas também à cultura popular, aos tratamentos médicos, ao planejamento da família e à educação infantil. Essa necessidade se dá por diferentes fatores e dentre os principais podemos citar o social, quando se proporciona ao homem o direito de estar ativo fisicamente em grupo e o econômico, quando se constata que os custos com saúde individual e coletiva caem em populações fisicamente ativas”.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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