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Sinal Amarelo! Cuidados com o diagnóstico do pré-diabetes

A prevenção de qualquer doença é a chave de sucesso para que possamos viver mais tempo em harmonia. Descobrir uma doença em sua fase inicial, dependendo da doença, poder ter 100% de chances de cura. Para isso, ter um acompanhamento médico anual faz toda diferença.

Por isso, quando o médico pede principalmente exames de sangue, há chances de diagnosticar alguma alteração que pode ser muitas vezes revertida. Segundo o Dr. Marcio Krakauer, endocrinologista e presidente da Associação de Diabetes do ABC, “sempre analiso as características de uma pessoa para saber se tem riscos de desenvolver pré-diabetes ou diabetes tipo 2. Pessoas acima de 45 anos, destacando que quanto mais idade o paciente tiver, maior o risco de ter diabetes, aliado a antecedentes familiares de diabetes ou pré-diabetes, pessoas com obesidade, principalmente a obesidade central, ou seja, o corpo tem a forma de maçã, sedentários, hipertensos, tabagistas, pacientes com riscos cardíacos, mulheres que apresentaram diabetes gestacional, ou que tiveram filhos com mais de 4 kg, solicito exames específicos para o diagnóstico precoce e oriento ações para prevenção do diabetes”.

Os exames mais direcionados para o diagnóstico do diabetes são, “a glicemia de jejum, se for constatado estar acima de 100mg/dl e solicito a curva glicêmica com 75g de glicose. Se a taxa em jejum estiver menor que 125 mg/dl e após 2h entre 140mg/dl e 199 mg/dl, diagnosticamos a intolerância à glicose, ou o pré-diabetes”, aponta Dr. Marcio.

“Apesar de não haver sintomas nesse período de pré-diabetes, não há também alterações específicas no corpo, sabemos que em torno de 10% das pessoas, que apresentam intolerância à glicose (ou o pré-diabetes), já apresentam sinais de alguma complicação crônica como retinopatia em algum grau, nefropatia ou neuropatia. Já se sabe que há um aumento do risco cardiovascular importante nesta fase com maior incidência de infartos e derrames. Por estas razões é que se discute se é mesmo pré-diabetes ou se já não poderíamos chamar de diabetes, e realizar tratamentos para corrigir estas alterações”, elucida Dr. Marcio.

“Por isso, o diabetes pode ser prevenido se estiver nesta fase de intolerância à glicose em quase 60% apenas com dieta adequada e atividades físicas constantes. Se somado a isso, utilizarmos alguns medicamentos (alguns aprovados, outros em estudos) aumentamos muito este número, até perto de 80%”, sensibiliza Dr. Marcio.

Dessa forma, os tratamentos médicos se concentram em realizar algumas mudanças no estilo de vida que incluem, “uma dieta balanceada, exercícios físicos, alguns medicamentos mais direcionados, além de drogas inibidoras da DPP-IV, análogos de GLP e muitas vezes insulinas que estão sendo testadas com resultados surpreendentes na prevenção do diabetes tipo 2 e em casos de pré-diabetes”, indica Dr. Marcio.

“Outra recomendação importante é que além de um endocrinologista, clínicos gerais, cardiologistas e geriatras e até ginecologistas, no caso das mulheres, devem estar atentos com qualquer alteração. Esses profissionais vão orientar o tratamento dietético, estimular a prática de exercícios e encaminhar o paciente para tratamento medicamentoso”, sugere Dr. Marcio.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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