Tapiocas

Tapioca de queijo, ricota, chocolate, doce de leite… Qual é a melhor opção?

tapiocaUm dos alimentos que têm feito muito sucesso nas regiões sudeste e sul do país é a tapioca. Sua origem é indígena e muito consumida nas regiões Norte e Nordeste. É encontrada nos lugares mais tradicionais como restaurantes e lanchonetes, como também em parques, ruas, feiras…

Mas antes de deliciar este alimento típico das regiões Norte e Nordeste, são necessários algumas dicas que serão dadas pela nutricionista Nicole Trevisan. ” A tapioca é feita de goma de mandioca, sendo muito nutritiva. Ela não possui glúten, por isso está em alta ultimamente. Mas, é muito importante salientar que o glúten só deve ser retirado da dieta de quem for celíaco (alérgico a glúten) ou intolerante. Caso contrário ela pode ser consumida”.

Mas para ser consumido, é importante ressalta que “a tapioca possui índice glicêmico mais alto que do pão. Se a tapioca for ingerida com alguma gordura e fibras e no anterior a alguma atividade física, pode ser benéfica. Nós tiraremos proveito dela também quando substituímos o pão, por exemplo, no café da manhã. Além disso, pode ser ingerida pura ou com algum recheio saudável, entre eles queijos brancos, cottage, ricota, geleia sem açúcar. Pode acrescentar grãos de chia na preparação da tapioca ou mesmo misturar com ovo, fica uma mistura de tapioca com omelete”, sugere a nutricionista.

Nos restaurantes, há uma variedade de recheios para a tapioca, salgados e doces, entre eles com chocolate, doce de leite e goiabada. “Se a pessoa escolher queijos brancos, cottage, ricota no recheio, ela se torna uma opção saudável. No caso da escolha doce, ela se torna mais calórica e deve aumentar a glicemia das pessoas com diabetes, por terem inclusive mais gordura e açúcar”, alerta Nicole.

Hoje, há possibilidade de se encontrar este alimento até nos mercados e pode ser feita na frigideira em casa. Por isso, a cada 100 gramas (o que corresponde a um copo americano cheio), ela tem 229 kcal, 54,6g de carboidrato, 1,2 de proteínas, 1,1 de lipídeo e 0,4 g de fibras. Por isso é necessário se atentar ao acrescentar recheios doces, que assim a mistura ficará mais calórica e principalmente gordurosa”, comenta a nutricionista.

Por isso, Nicole ressalta “é um alimento nutritivo, mas para a pessoa com diabetes pode ser um consumo prejudicial por possuir índice glicêmico muito alto. Para que ela seja  aproveitada da melhor forma, é preciso orientação da nutricionista que a inclua dentro de um plano alimentar”.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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