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Você, profissional de saúde, sabe como empoderar o paciente?

Empoderamento do paciente ajuda no controle do diabetes! Saiba como!

Você sabe o que é empoderamento do paciente e quanto ele é importante para entendimento do diabetes e adesão ao tratamento? Aqui vamos explicar tudo.

Empoderamento é uma palavra que significa capacitar os pacientes para que eles tenham direito de fazer suas próprias escolhas sobre sua saúde, de forma a aumentar as suas capacidades de pensar criticamente e agir de forma autônoma.

Quando a pessoa é diagnosticada com diabetes, após o impacto inicial, a procura por informação é o melhor caminho para o autoconhecimento, seja este estimulado por médicos ou outros profissionais de saúde, como também por associações de pacientes especializadas e também por pessoas que apresentam a condição. Para o controle da glicemia, esta interação é importantíssima para a tomada de atitudes frente à doença, melhor convivência e qualidade de vida.

Mas para isso, é importante que os médicos ou profissionais de saúde como também as associações possam identificar o perfil do paciente. “A cada dia nos deparamos com vários perfis de pacientes no consultório, que refletem muito os diferentes comportamentos que as pessoas apresentam no dia-a-dia. Eles já chegam com uma lista de problemas, ou já têm uma lista específica de perguntas, sem falar naqueles que fazem perguntas mais aprofundadas em relação ao tema da consulta. Geralmente este último perfil de paciente já chama atenção, pois já pesquisou na internet sobre seus sintomas e possíveis diagnósticos”, explica a endocrinologista Andressa Heimbecher Soares.

Para o paciente que é mais interessado no assunto, a estratégia é outra, conforme diz a médica “o primeiro passo é acolher. A ideia não é confrontá-lo e muito menos se irritar com as perguntas dele. Aqui precisamos mudar o ponto de vista. O paciente mais interessado é aquele que possivelmente vai abraçar mais seu diagnóstico e tratamento, se conseguir compreender e absorver suas explicações. Dessa forma, fornecer ferramentas corretas de pesquisas é fundamental. Sites corretos de buscas médicas são um bom caminho – como os portais de instituições médicas em que especialistas escrevem”.post

Agora caso o paciente mostre mais resistência ao tratamento adequado, a médica sugere “explicar sobre como é construído o conhecimento científico. Explicar como nós médicos nos baseamos para fechar um diagnóstico. É válido muitas vezes até abrir nossos livros na frente dos pacientes para que se sintam mais seguros. Trazer o conhecimento médico correto é uma forma de fazer com que ele se torne parte atuante do processo do tratamento, e transformar o “paciente” em “agente”.

Agora quando ele ainda está na fase de não aceitação, Dra. Alessandra orienta “nunca forçar o paciente com explicações difíceis ou rebuscadas ou técnicas. A ideia é aproximar, disponibilizar e se fazer acessível. Dê tempo de o paciente aceitar. No caso de estar deprimido, o profissional deve entender o tempo de cada um. É fundamental disponibilizar-se para tirar dúvidas”.

“No caso dos pais de crianças com diabetes ou cuidadores, para ajudar a saírem da angústia e da ansiedade do recém-diagnóstico, Dra. Alessandra sugere o site da ADJ Diabetes Brasil (http://www.adj.org.br), que fornece informações e possibilidades de reuniões com famílias queestão passando ou passaram pelo mesmo processo. Há outras associações de pacientes espalhadas pelo Brasil que podem ajudar. Quando o médico mostra para o paciente que entende a dificuldade da família e fornece um caminho para a integração, há grandes possibilidades de melhora da situação emocional da família”, complementa a médica.

Mas acima de tudo, para ajudar as pessoas a filtrarem as informações na internet é essencial “primeiro procurar sites de instituições renomadas. Hospitais geralmente já têm sessões de blogs onde especialistas escrevem. Pesquisar se aquele médico que está escrevendo é especialista no assunto. O Conselho Federal de Medicina disponibiliza uma página para a pesquisa do Registro de Especialista, o RQE (http://sistemas16.tempsite.ws/CONSULTA-PUBLICA/). Uma outra opção é a consulta do currículo lattes daquela pessoaque se diz especializada no que escreve (http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/busca.do?metodo=apresentar)”.

Por isso, a médica deixa uma mensagem. “Nos dias atuais a internet está cada vez mais presente, em um processo que não tem mais volta. Querer que o paciente chegue ao seu consultório sem ter pesquisado na internet é a mesma coisa que pedir para ele não ter email ou usar o celular. É preciso aceitar que cada vez mais os pacientes saberão mais sobre suas doenças e exames. O papel do médico é indicar para que o conhecimento seja o correto em meio a uma internet onde é muito difícil separar o joio do trigo. Oferecer apoio é o primeiro passo para se estabelecer uma relação de confiança”.

Em que fase do diabetes seu paciente está? Você o ajuda de forma correta? Você ajuda seu paciente a ser empoderado para que ele possa fazer suas próprias escolhas

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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